Limite emergencial de cartão de crédito: o que é e como funciona?

Limite emergencial de cartão de crédito: o que é e como funciona?

No dia a dia, os imprevistos podem acontecer e fazer com que você precise gastar mais dinheiro do que imaginava. Muitas vezes, o cartão de crédito é um aliado nesses casos, pois com ele é possível fazer compras — parceladas ou não — para pagar depois.

Mas você sabia que, além do limite normal do cartão, há chances de utilizar um valor maior na hora da compra? Esse é o limite emergencial, disponibilizado por algumas instituições financeiras. Como a solução também traz riscos, vale entender como ela funciona e como cuidar melhor das suas finanças.

Ficou curioso para saber mais sobre o limite emergencial? Continue lendo e descubra como ele funciona!

O que é limite emergencial de cartão de crédito?

O limite é o montante máximo que você pode utilizar no cartão de crédito, de maneira parcelada ou não, a fim de realizar o pagamento nos vencimentos das faturas. É como se ele fosse um empréstimo pré-aprovado de curto prazo.

Até a data do vencimento, você precisa pagar o valor gasto para a emissora do cartão. Então, se você possui o limite de R$ 2 mil, esse será o seu teto de gastos. Ao utilizá-lo, integral ou parcialmente, você deverá pagar a dívida até a data de vencimento, conforme o tipo de compra.

No entanto, pode surgir a necessidade de usar o cartão para gastar um valor maior que o total liberado no momento. Nessa situação, o limite emergencial pode ser útil, permitindo a realização da compra com o cartão de crédito.

Na prática, esse é um serviço ofertado por alguns bancos que aprovam compras que exigem valores maiores que o limite disponível. Logo, quando a pessoa faz uma transação em valor acima do disponível, o montante extra é disponibilizado e a compra é aprovada.

Para conseguir o aumento, é necessário passar por uma avaliação emergencial de crédito realizada pelas emissoras de cartão. Apenas após analisar o perfil de comportamento do cliente, considerando histórico geral, parcelamentos de fatura e atrasos de pagamento, é que o limite será aprovado ou não.

Como esse limite funciona?

Agora que você entendeu o que é o limite emergencial, é o momento de saber como ele funciona. Na prática, ele sempre será vinculado ao seu limite principal do cartão. Portanto, é preciso ter um cartão de crédito aprovado com a instituição para ter acesso ao serviço.

Além disso, é comum que seja preciso ativar o serviço. Nesse caso, você pode fazer a solicitação para a instituição financeira ou pelo aplicativo do cartão. Contudo, existem casos em que ele funciona de modo automático.

Ou seja, basta fazer uma compra acima do valor disponível que a instituição entenderá a solicitação como um pedido de limite emergencial. A partir disso, alguns fatores são analisados para a liberação do crédito — como você já aprendeu.

Outro ponto relevante sobre o funcionamento desse limite é o seu período de validade. Ele pode ser liberado de maneira pontual. Quando isso acontece, após o pagamento da fatura o limite é reajustado para o total vigente anteriormente.

Diante de novas necessidades, a avaliação de perfil será feita novamente para identificar se é possível liberar o limite adicional. Ainda, tenha em mente que a liberação do limite emergencial em uma oportunidade não significa que você conseguirá utilizá-lo novamente de modo automático.

Outro ponto a considerar é que você pode solicitar o uso desse valor a qualquer momento, já que muitas vezes o perfil é avaliado automaticamente e fora do horário comercial tradicional. Em relação às taxas, pode haver uma cobrança pela avaliação do crédito, combinado?

O que é avaliado pelas instituições antes de conceder o limite emergencial?

Para complementar sua compreensão sobre o assunto, é importante saber o que as instituições avaliam diante da solicitação de uso do limite emergencial. Aqui, o histórico do cliente é um dos pontos centrais.

Entre outros fatores, o banco costuma considerar quanto do limite você já utilizou e quanto o valor solicitado representa. Em geral, a liberação extra é de 10% a 20% do limite total, embora isso possa variar. Se o seu limite for de R$ 2 mil, por exemplo, o provável é que você consiga um valor extra de R$ 200 a R$ 400.

Essa análise do histórico também serve para identificar se você possui muitas dívidas. Caso tenha pendências ou não esteja com o pagamento das faturas, é provável que o limite não seja autorizado. Já em caso de aprovação, há uma negociação para decidir a porcentagem de valor oferecida.

Em algumas instituições, há um custo para consultar a possibilidade de aumento de limite. Há bancos que cobram até R$ 60 por avaliação, por exemplo. Comparado a outras opções, o Digio oferece um bom custo-benefício, sendo que cada solicitação correspondia a R$ 4,99, até metade de 2023.

Como utilizar o limite emergencial?

Após descobrir o que é e como funciona o limite emergencial, vale saber como utilizá-lo de modo estratégico. Isso porque recorrer a ele exige prudência e planejamento para evitar bolas de neve de endividamento, certo?

Confira alguns exemplos comuns de situações que podem exigir o uso desse limite:

  • quando uma peça de veículo quebra ou acontece um acidente que não possui cobertura de seguro;
  • em momentos de internação hospitalar e compra de remédios caros;
  • para pagamento de contas essenciais, como mercado;
  • necessidade de consertos emergenciais de imóveis, como problemas elétricos e hidráulicos.

Perceba que o ideal é não utilizar o limite emergencial para compras supérfluas — como roupas, delivery ou viagens a lazer. Ele deve ser guardado para os momentos que precisam de resolução rápida. Dessa forma, é menos provável que você sofra com dívidas e problemas financeiros.

O que fazer para evitar utilizar esse serviço?

Até aqui, você leu as informações gerais do limite de emergência e já compreendeu que quanto menos esse serviço for utilizado, mais fácil é manter o controle das contas, certo? Afinal, o uso sem atenção desse recurso pode gerar o endividamento e dificultar a regularização das suas contas.

Assim, é essencial saber como evitar gastar esse dinheiro, concorda? Para tanto, vale conferir uma série de dicas para manter as finanças em dia, sem depender tanto desse limite.

Aproveite!

Seja consciente nas compras

As compras por impulso são grandes vilãs quando o assunto é controle financeiro. Muitas vezes, as pessoas não precisam de determinado produto, mas acabam comprando sem pensar muito no assunto. Esse tipo de atitude constante leva ao uso desequilibrado do limite do cartão.

Uma dica é anotar todos os produtos que você deseja consumir. Com essa lista em mãos, aguarde alguns dias e analise se esses itens são realmente necessários no seu cotidiano. Com essa reflexão, será mais fácil priorizar as compras e evitar aquisições por impulso.

Planeje seus gastos

O planejamento de gastos ajuda você a ser mais consciente nas compras, então vale adotar a estratégia. Ainda, planejar é uma maneira de evitar o uso do limite emergencial do cartão de crédito e deixar esse montante para momentos de real necessidade.

A medida também ajuda a avaliar o comprometimento do cartão ao dividir as compras em parcelas. Lembre-se de que eles consomem valor do limite. Logo, parcelamentos muito longos podem comprometer os seus recursos no longo prazo e aumentar as chances de utilizar o montante emergencial.

Utilize no máximo 80% do limite

Outra orientação prática é não usar mais de 80% do limite do cartão de crédito. Fazendo isso, você não ficará desamparado se ocorrerem imprevistos. Por exemplo, se você tiver R$ 2 mil de limite, não gaste mais de R$ 1,6 mil Os outros R$ 400 ficam disponíveis para situações inesperadas.

Dessa forma, você consegue realizar pagamentos que não faziam parte do seu orçamento sem precisar recorrer ao limite emergencial. Isso ajuda a controlar as finanças e diminui as chances de você se endividar.

Como fazer um planejamento financeiro?

Nos tópicos anteriores, você viu que cuidar bem da saúde financeira é essencial para não precisar usar o limite emergencial de crédito, certo? Agora que você já conhece esse recurso, vale a pena entender como evitar seu uso ao aprender a montar um planejamento financeiro.

Aqui, é importante destacar que cada indivíduo possui características específicas, então o plano pode ser diferente para cada um. Mesmo assim, algumas dicas podem ajudá-lo a saber o que considerar e o que fazer para cumprir as etapas mais relevantes.

Continue a leitura e veja como elaborar seu planejamento financeiro!

Defina objetivos e metas

Conhecer os seus objetivos financeiros é o ponto inicial do planejamento. Eles variam conforme o prazo para serem concluídos e as classificações costumam ser as seguintes:

  • curto prazo: são alcançados em até 1 ano e são mais simples de atingir;
  • médio prazo: são concluídos ocorre entre 1 e 5 anos e possuem complexidade intermediária;
  • longo prazo: são atingidos em 5 anos ou mais e são mais complexos.

Já as metas estão associadas aos objetivos. Elas consistem em resultados menores que auxiliam atingir um objetivo maior. Aqui, vale a pena estabelecer metas pequenas, como corte de gastos desnecessários para juntar dinheiro para dar de entrada no financiamento.

Ao atingir planos mais simples, fica mais fácil manter a motivação. Ademais, a medida aproxima você da realização dos seus objetivos.

Monte seu orçamento mensal

Após determinar suas metas, é necessário se organizar para alcançá-las. Então o próximo passo é reconhecer qual é sua situação financeira. Para tanto, é essencial colocar na ponta do lápis os valores ganhos e gastos a cada mês.

Ter essa visão ampla sobre as suas finanças ajuda a elaborar um orçamento para otimizar o uso do dinheiro. Como resultado, você terá como definir meios de gastá-lo e poupá-lo de maneira inteligente.

O orçamento também serve para definir limites para cada categoria de gastos da sua rotina — como moradia, alimentação, lazer, estudos etc. Isso permite atender às suas necessidades e até manter sua qualidade de vida, ao mesmo tempo que ajuda a traçar melhores estratégias para economizar.

Controle seus gastos e ganhos

Além de elaborar o orçamento, é essencial garantir que ele seja cumprido, certo? Nesse sentido, os registros manuais, em planilhas ou aplicativos, podem auxiliar o controle financeiro. Com os números anotados, você acompanha as movimentações de recursos.

O controle é essencial para identificar os pontos que merecem atenção no planejamento. Isso porque a medida permite identificar com o que você está gastando mais, quais são suas prioridades de compras e o que pode ser cortado por ser supérfluo a fim de reajustar o orçamento.

Faça uma reserva de emergência

Com o orçamento organizado, a próxima etapa é montar uma reserva de emergência. Ela se refere a um montante que fica guardado para auxiliar em momentos de urgência. Por exemplo, se o seu carro quebrar e você precisar de recursos, talvez não seja necessário usar o limite do cartão.

Para cumprir esse objetivo, o ideal é que esse valor seja equivalente a, pelo menos, 6 meses das suas despesas médias. Dessa forma, você tem segurança para se manter diante de momentos desafiados, como diante da perda de emprego ou outras fontes de renda.

Ao formar a sua reserva, é interessante investi-la em uma aplicação segura e com liquidez diária. Isso protege os recursos dos avanços da inflação e garante que eles estejam disponíveis diante de imprevistos, combinado?

Atualize o plano periodicamente

Por fim, não deixe de atualizar o seu planejamento financeiro com frequência. Lembre-se de que prioridades e objetivos se modificam, assim como a renda e o padrão de vida — e o seu plano deve acompanhá-los.

Portanto, é preciso que o seu planejamento se mantenha alinhado com o seu momento de vida e com as suas expectativas, concorda? Para exemplificar, pense que sua renda aumentou. Essa mudança impacta nos seus objetivos, pois você conseguirá alcançá-los com mais rapidez.

Diante desse cenário, pode ser o caso de criar metas mais ousadas e maiores, que antes você não conseguia encaixar em seu planejamento.

Por outro lado, imagine que você precisou gastar a reserva de emergência. Logo, será preciso adequar o planejamento para traçar estratégias que permitam juntar o montante novamente, não é mesmo?

Perceba que, com a revisão constante do planejamento, será mais fácil de manter o controle financeiro, o foco nos seus objetivos e atingir seus interesses reais, adaptando-se às mudanças que podem ocorrer.

Neste artigo, você entendeu o que é o limite emergencial para cartão de crédito e como ele funciona na prática. Apesar de ele ser benéfico em momentos de urgência, é essencial ter cuidado para não criar dívidas descontroladas ao utilizá-lo.

Esse conteúdo foi relevante para você? Acompanhe as outras postagens do blog do Digio e descubra as melhores maneiras de cuidar do seu dinheiro!


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