Mudança no Pix: entenda as novas regras da ferramenta!

Mudança no Pix: entenda as novas regras da ferramenta!

Você sabia que já temos mudança no Pix? A modalidade de transferência criada pelo Banco Central (Bacen) ainda em 2020 rapidamente se tornou popular entre os usuários e tem trazido diversas novidades para o público. 

As novas funções da ferramenta foram pensadas com intuito de trazer mais praticidade para o cotidiano de pessoas e empresas — e expandir as funcionalidades disponíveis. Por isso, é bem interessante que você entenda quais são as novas regras da ferramenta, certo? 

Pensando nisso, este artigo serve para abordar e tirar suas principais dúvidas sobre esse assunto. Aqui, você saberá quais são as novas regras do Pix e como elas podem impactar o seu cotidiano. 

Está interessado? Então não deixe de acompanhar a leitura! 

Quais são as novas regras para utilização do Pix?

Apesar de ter sido lançado em 2020 pelo Bacen, o Pix já passou por mudanças e pode trazer ainda mais praticidade para o cotidiano dos usuários — tanto pessoas físicas quanto jurídicas. 

A seguir, veja quais são as novas regras previstas — incluindo atualizações mais recentes que ampliaram ainda mais o uso da ferramenta. 

Flexibilidade para o horário noturno

Durante muito tempo, as operações bancárias tiveram restrições de horário — primeiro por conta das agências físicas e, depois, pelas limitações de transferências como TED e DOC, que não funcionavam a qualquer momento. Com o Pix, esse cenário mudou, permitindo pagamentos instantâneos a qualquer hora do dia. 

Mesmo assim, para reforçar a segurança, foi criado um período noturno com limites reduzidos para transferências. Antes, esse horário era fixo, das 20h às 6h. Agora, há mais flexibilidade: o usuário pode escolher se o período começa às 20h ou às 22h, enquanto o término permanece às 6h do dia seguinte. 

Durante esse intervalo, os bancos costumam aplicar limites menores para transferências. O Banco Central recomenda essa prática, mas cada instituição define seus próprios valores — sendo comum o limite de R$ 1.000 para pessoas físicas. 

Para equilibrar segurança e praticidade, também é possível cadastrar previamente contas de confiança. Com isso, transferências acima do limite noturno ficam liberadas para essas contas mesmo durante a noite, trazendo mais flexibilidade sem comprometer a segurança. 

  • O que muda na prática: você ganha mais autonomia para ajustar o início do horário noturno de acordo com a sua rotina e mais controle sobre seus limites e sobre como usar o Pix nesse período. 
  • O que você deve fazer: acesse o app do seu banco, revise seus limites e, se fizer sentido, cadastre contas de confiança para aumentar a flexibilidade nas transferências noturnas. 

Mais limite para Pix saque e Pix troco

Desde a sua concepção, o Pix foi desenvolvido para servir como um mecanismo mais prático de transferência, permitindo que os usuários pudessem fazer transações em qualquer hora do dia e receber o dinheiro instantaneamente. 

No entanto, as funcionalidades não pararam por aí e ele também começou a servir como um meio de saque. 

No Pix saque, como o nome já explica, a ferramenta permite que o usuário saque dinheiro em estabelecimentos autorizados. Por meio de um QR Code, você pode fazer a transferência de uma determinada quantia e receber o dinheiro em espécie. 

O Pix troco funciona de maneira similar, mas ele envolve uma compra. Também em um estabelecimento credenciado, você faz o pagamento com o Pix e recebe o excedente em dinheiro. Ambos são ferramentas bem práticas, não é? 

Com as mudanças nessas funcionalidades, os limites foram aumentados, passando a ser de R$ 3 mil no período diurno e R$ 1 mil à noite. 

  • O que muda na prática: o Pix passa a substituir ainda mais o uso de caixas eletrônicos. 
  • O que você deve fazer: se precisar de dinheiro físico, vale verificar os estabelecimentos próximos que oferecem essa opção. 

Fim do limite por transação

Chegando aqui, você já sabe que o Pix é um meio de transferência instantânea com mais praticidades que ferramentas como TED e DOC. Entretanto, apesar da flexibilidade, o usuário lidava com um limite por transação. 

O teto era criado por cada instituição financeira e costumava ter relação com o perfil de cada usuário. Ou seja, há um limite no quanto você pode transacionar usando o Pix diariamente. 

Para entender melhor, imagine que você tem conta em um banco que concedeu limite diário de R$ 30 mil para transferências por meio do Pix. Isso significa que esse é o montante total que você pode transacionar usando esse meio ao longo de um dia. 

No entanto, o banco podia colocar um limite para cada transação. Então mesmo tendo R$ 30 mil de limite durante o dia, você só poderia transferir um percentual dele em cada operação. Logo, havia uma espécie de trava quanto ao potencial da ferramenta, certo? 

Com as mudanças no Pix, agora há mais liberdade para os usuários. Isso acontece porque o Banco Central removeu a obrigatoriedade do segundo limite (limite por transação). Dessa forma, cada instituição financeira pode decidir se mantém ou não essa restrição. Na prática, muitos bancos passaram a permitir que o usuário utilize todo o seu limite diário em uma única transferência, mas essa política varia conforme cada instituição. 

  • O que muda na prática: você pode usar todo o seu limite diário em uma única transferência. 
  • O que você deve fazer: revise seus limites e ajuste conforme seu perfil, especialmente se faz transações de valores mais altos.

Liberdade para pagamentos

Além dos limites diários e de transação, a versão anterior do Pix contava com outro teto para os usuários: o de compras. Nesse caso, não era exatamente um limite específico para a ferramenta, mas apenas um vínculo com sua conta. 

Anteriormente, o limite do Pix em compras estava atrelado ao limite do cartão de débito da sua conta. Desse modo, mesmo que você tivesse mais dinheiro disponível na conta, só era possível transferir aquilo que estava incluso nesse teto. 

A nova mudança no Pix trouxe novidades nesse campo. Agora, muitas instituições financeiras desvincularam o limite do Pix para pagamentos do cartão de débito, passando a adotar o mesmo teto disponível para TEDs ou outros critérios próprios. Isso pode gerar mais liberdade para suas transações financeiras cotidianas e compras.  

  • O que muda na prática: você pode fazer pagamentos maiores no Pix, mesmo que ultrapassem o antigo limite do cartão de débito. 
  • O que você deve fazer: acompanhe seus gastos e evite usar o limite maior sem planejamento.

Novidades para pessoas jurídicas

Por fim, há mudanças importantes no Pix para as empresas e demais pessoas jurídicas. Primeiramente, houve uma maior flexibilidade para transferências usando a ferramenta entre duas pessoas jurídicas. 

Antes da atualização, havia um limite para essas transações — o que poderia afetar o planejamento de cada organização. A mudança no Pix retirou a obrigatoriedade desse teto, podendo gerar mais liberdade para as empresas. 

Entretanto, vale a pena destacar que a remoção foi apenas na questão mandatória do tema. Então as instituições financeiras ainda podem estabelecer limites para operações entre empresas caso acreditem que faça sentido, certo? 

Além disso, com a entrada em vigor do MED 2.0 em fevereiro de 2026, o bloqueio cautelar preventivo passou a valer também para contas de pessoas jurídicas. Isso significa que, se uma conta PJ for identificada como destino ou intermediária em uma transação suspeita de fraude, os valores podem ser temporariamente bloqueados por até 72 horas enquanto a análise é realizada. 

Essa medida tem como objetivo dificultar o uso de contas empresariais em esquemas de golpes e lavagem de dinheiro após fraudes via Pix. 

  • O que mudou na prática: empresas podem ter valores retidos temporariamente mesmo sem serem as autoras do golpe, caso estejam envolvidas no caminho do dinheiro. 
  • O que você deve fazer: mantenha a origem dos recebimentos bem documentada e o histórico financeiro organizado para facilitar a liberação de valores caso ocorra um bloqueio cautelar. 

MED 2.0: Mais Segurança e Recuperação de Valores (Novidade 2026) 

A partir de fevereiro de 2026, o Banco Central tornou obrigatória a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução (MED), um conjunto de regras que permite recuperar valores transferidos por meio de fraudes, golpes ou falhas operacionais.

O que mudou com o MED 2.0: 

  • Rastreamento em cadeia: Agora é possível rastrear o dinheiro em até cinco níveis de transferência, mesmo que ele passe por várias contas para tentar ocultar a origem fraudulenta.
  • Bloqueio cautelar: Os bancos podem reter preventivamente valores recebidos via Pix por até 72 horas caso haja suspeita de fraude ou movimentação irregular.
  • Botão de contestação: Todos os aplicativos bancários devem oferecer um botão específico para que as vítimas de golpes possam acionar o MED diretamente pelo app, sem precisar ligar ou ir a uma agência.
  • Compartilhamento de informações: As instituições financeiras passaram a compartilhar dados sobre o trajeto do dinheiro, acelerando bloqueios e devoluções.
  • Prazo de devolução: Em casos de fraude comprovada, a expectativa é que a devolução ocorra em até 11 dias. 

Importante: O MED só se aplica a situações de fraude, golpes ou falhas operacionais. Ele não cobre transferências feitas por engano pelo próprio usuário (como enviar para uma chave Pix errada sem ser vítima de golpe). 

Em caso de fraude, conteste a transação imediatamente pelos canais oficiais do seu banco. Quanto mais rápido você agir, maiores as chances de bloqueio e devolução. 

Limite para novos dispositivos: proteção extra contra possíveis golpes 

Desde novembro de 2024, o Banco Central implementou uma camada adicional de segurança para o Pix em casos de troca de celular, computador ou tablet. Quando o usuário tenta fazer uma transação a partir de um dispositivo novo ainda não cadastrado, os valores ficam limitados a R$ 200 por transação, com limite diário de R$ 1.000. 

Esse limite vale apenas enquanto o novo aparelho não for reconhecido pelo banco. Para voltar a utilizar o limite normal da conta, é necessário cadastrar o dispositivo no aplicativo da instituição financeira, seguindo o processo de segurança — que pode incluir autenticação em dois fatores, como biometria ou reconhecimento facial. 

  • O que muda na prática: se você trocar de celular ou acessar sua conta Pix em um aparelho novo, não conseguirá fazer transferências de alto valor imediatamente. 
  • O que você deve fazer: ao trocar de dispositivo, acesse o app do seu banco, procure a opção de gerenciamento de dispositivos e conclua o cadastro do novo aparelho antes de realizar Pix de valores mais altos. 

Pix Automático: pagamentos recorrentes facilitados 

O Pix Automático é uma funcionalidade que permite autorizar pagamentos recorrentes de forma prática e segura, substituindo o débito automático tradicional. Desde janeiro de 2026, as instituições financeiras são obrigadas a oferecer essa modalidade. 

Como funciona:

  • Você autoriza previamente que uma empresa (como academia, streaming, escola, plano de saúde) faça cobranças automáticas via Pix. 
  • Os pagamentos ocorrem automaticamente nas datas combinadas. 
  • Você pode cancelar a autorização a qualquer momento diretamente pelo app do seu banco.

Vantagens:

  • Mais controle: você visualiza e gerencia todas as autorizações em um só lugar. 
  • Segurança: sem precisar compartilhar dados bancários repetidamente. 
  • Praticidade: não precisa lembrar de pagar contas mensais manualmente. 

O que muda na prática: Empresas que cobram de forma recorrente (academias, escolas, planos, assinaturas) podem usar o Pix Automático em vez de boletos ou débito em conta. 

O que você deve fazer: Ao autorizar um Pix Automático, revise o valor e a periodicidade. Acompanhe suas autorizações ativas pelo app do banco. 

Pix Crédito 

Algumas instituições financeiras passaram a oferecer a possibilidade de realizar um pagamento via Pix utilizando uma linha de crédito pré-aprovada, mesmo sem saldo disponível na conta. Essa funcionalidade não é uma modalidade oficial do Banco Central, mas sim um produto próprio oferecido por cada instituição que vincula crédito ao Pix. 

O processo é simples: 

  1. Você faz um Pix normalmente;  
  2. O valor é pago ao recebedor na hora;  
  3. O valor sai de um limite de crédito (semelhante ao cartão de crédito);  
  4. Você paga depois, conforme as condições da sua instituição financeira. 

O que muda na prática: Se a sua instituição financeira oferece essa opção, você pode fazer um Pix mesmo sem saldo, utilizando crédito. 

O que você deve fazer: Use com planejamento e atenção aos juros. Evite usar o crédito por impulso e verifique as condições específicas da sua instituição. 

Importante saber: 

Esse modelo não é oficialmente chamado de “Pix Crédito”, já que essa nomenclatura não foi regulamentada pelo Banco Central. A proposta de Pix Parcelado, que chegou a ser discutida pelo BC, teve sua regulamentação descartada em dezembro de 2025, e o uso do nome também foi vetado. 

Na prática, como se trata de uma modalidade de crédito, podem ser cobrados juros e taxas, o valor utilizado compromete o limite disponível e o não pagamento pode gerar encargos adicionais. Além disso, a funcionalidade não está disponível em todas as instituições, sendo importante consultar o seu banco para verificar a oferta e as condições aplicáveis. 

Como utilizar a função Pix na conta? 

Agora que você entendeu o que mudou no Pix, é importante saber como você pode utilizá-lo na sua conta. Assim, você pode acessar diretamente a área destinada à ferramenta para fazer suas transações. 

No Digio, as suas transferências usando o Pix não demoram nem sequer 10 segundos para serem concluídas. O dinheiro chegará na conta do destinatário em tempo real. 

Também não existe quantia mínima para uso em sua conta. Dessa forma, você pode usar o Pix para transferir desde centavos até o seu limite diário. 

Ainda, no Digio, há a possibilidade de você parcelar o Pix utilizando uma linha de crédito e pagar como se fosse uma compra com cartão de crédito. Por exemplo, imagine que você fez uma compra de R$ 1 mil. Nesse caso, pode haver a chance de pagar o valor em 10 parcelas usando o Pix.  

Importante: Essa é uma funcionalidade oferecida pelo Digio, e não uma característica padrão do Pix. Consulte as condições e taxas aplicáveis. 

Para receber pagamentos e transferências é necessário cadastrar uma chave, que pode ser o seu e-mail, o número de telefone ou o CPF. Também há como criar uma chave aleatória que será vinculada à conta e criada automaticamente pelo sistema. 

O mesmo processo acontece para você transferir ou pagar. É preciso ter a chave do outro usuário ou usar mecanismo como o QR Code — bastante usual para pagamentos em comércios e empresas. 

Os bancos cobrarão taxas para utilização do Pix? 

A praticidade e a instantaneidade do Pix não foram os únicos elementos da ferramenta que fizeram ela ganhar popularidade rapidamente. Outro benefício é a completa isenção de custos para pessoas físicas. 

Esse é um aspecto que diferenciava a ferramenta de TED e DOC. Esses dois outros mecanismos de transferências costumam cobrar uma taxa dos usuários que fazem transações usando-os. 

As cobranças de DOC e TED dependem das políticas de cada banco e precisam ser informadas de antemão para cada usuário. Normalmente, as instituições financeiras fazem um pacote com o limite de transações gratuitas para cada cliente. 

Então o Pix isentou os brasileiros de muitas dessas taxas, permitindo que eles fizessem transferências sem cobrança. Logo, ele pode diminuir custos das pessoas e ser mais estratégico no planejamento financeiro de cada um. Legal, hein? 

Por isso, é indispensável destacar que as mudanças do Pix não incluem a cobrança de taxa para pessoas físicas. Então é possível fazer transferências e pagamentos sem custos e sem limite para a quantidade de operações diárias — desde que não superem o montante do teto da conta, ok? 

Para pessoas jurídicas, pode haver cobrança em situações específicas conforme política de cada instituição, mas isso já está implícito no texto. 

O Pix substituirá TED e DOC? 

Após descobrir que não existem cobranças no Pix para pessoas físicas e que o Bacen continua aprimorando o sistema com atualizações focadas em segurança, é natural se questionar se a ferramenta substituirá TED e DOC para sempre, não é mesmo? 

De fato, o Pix apresenta vantagens significativas em comparação com seus “concorrentes”. Além de ser mais rápido, ele é mais barato por ser isento de taxas para pessoas físicas. As transferências também são feitas de maneira mais prática. Não é necessário coletar inúmeras informações do destinatário, como número da conta, banco e agência. Basta saber qual a chave para iniciar o processo e transferir o dinheiro. 

Situação atual (2026): 

  • DOC: Foi oficialmente descontinuado pela Febraban em 29 de fevereiro de 2024, deixando de ser oferecido pelos bancos brasileiros. O DOC não figurava mais entre os cinco principais meios de pagamento já em 2023.
  • TED: Continua existindo, mas seu uso caiu drasticamente com a popularização do Pix. Muitos bancos ainda mantêm a TED disponível, especialmente para operações corporativas e transferências de valores muito elevados. 

Todas essas funcionalidades tornaram o Pix a alternativa mais atrativa para os usuários. O Pix lidera o ranking dos meios de pagamento mais usados no Brasil, seguido por cartões de crédito e/ou débito. 

Como evitar golpes com Pix 

Com o crescimento do Pix, também aumentaram os golpes envolvendo esse tipo de pagamento. E isso acaba gerando dúvidas: afinal, o Pix é seguro? 

A resposta é: sim. 

O sistema do Pix, criado pelo Banco Central, conta com camadas de segurança robustas. O que acontece, na maioria dos casos, é diferente: os golpistas não invadem o sistema — eles tentam enganar as pessoas. 

Esse tipo de abordagem é conhecido como engenharia social. Ou seja, o objetivo do criminoso é convencer você a fazer a transferência por conta própria. 

Por isso, entender como esses golpes funcionam é o primeiro passo para se proteger. 

Quais são os golpes mais comuns com Pix? 

Os golpes com Pix costumam seguir padrões parecidos. Em geral, os criminosos exploram dois fatores principais: urgência e confiança. Eles criam situações que parecem reais e pressionam você a agir rápido, sem tempo para conferir as informações. 

Veja os golpes mais frequentes: 

Pedido de dinheiro por WhatsApp 

Nesse golpe, o criminoso se passa por um amigo, familiar ou conhecido. Para isso, ele costuma usar uma foto real (retirada de redes sociais) e entra em contato com um número novo, dizendo que trocou de telefone. 

A abordagem geralmente envolve uma situação urgente, como: 

  • “Preciso pagar algo agora e não consigo acessar minha conta”; 
  • “Pode me ajudar com uma transferência rápida?”. 

Em alguns casos, o golpista até tenta manter uma conversa mais natural antes de fazer o pedido, para aumentar a confiança. O ponto crítico é que tudo parece legítimo: nome conhecido, foto real e uma situação plausível. Por isso, muitas pessoas acabam fazendo o Pix sem confirmar. 

O principal sinal de alerta aqui é a mudança de número + pedido urgente de dinheiro. 

Falso suporte de banco 

Nesse caso, o golpista finge ser um atendente do banco ou da instituição financeira. Ele pode entrar em contato por ligação, SMS ou WhatsApp, muitas vezes usando linguagem técnica para parecer mais convincente. 

As mensagens costumam gerar medo ou preocupação, como: 

  • “Detectamos uma transação suspeita”; 
  • “Sua conta foi comprometida”; 
  • “Precisamos validar seus dados”. 

A partir disso, ele tenta conduzir você a tomar alguma ação, como: 

  • Informar senhas ou códigos de verificação; 
  • Clicar em links falsos; 
  • Ou até realizar uma transferência “para segurança da conta”. 

Em versões mais sofisticadas, o golpista pode até simular um atendimento completo, com protocolo falso e linguagem formal. 

Lembre-se sempre: bancos não pedem senhas, códigos ou transferências por telefone ou mensagem. 

QR Code adulterado 

Esse golpe é comum em pagamentos, especialmente em estabelecimentos físicos, eventos, estacionamentos ou compras online. 

Funciona de duas formas principais: 

  • O criminoso substitui o QR Code original por outro (colando por cima, por exemplo), direcionando o pagamento para uma conta diferente; 
  • Ou envia um QR Code falso em mensagens, e-mails ou páginas fraudulentas. 

Como o processo de pagamento via Pix é rápido, muitas pessoas apenas escaneiam e confirmam, sem conferir os dados. O problema é que, após a confirmação, o valor vai direto para a conta do golpista e não há como cancelar automaticamente. 

Por isso, sempre confira o nome do destinatário antes de concluir qualquer pagamento via QR Code. 

Falso erro de transferência 

Nesse golpe, alguém entra em contato dizendo que fez um Pix “por engano” para você e pede a devolução do valor. 

A abordagem pode ser convincente, com prints ou comprovantes falsos, mensagens insistentes ou até emocionais e com pressão para resolver rapidamente. O problema é que muitas vezes, o dinheiro nunca foi realmente enviado ou o comprovante apresentado é falso. 

Em versões mais elaboradas, o golpista pode enviar um valor pequeno de verdade para ganhar sua confiança e, em seguida, pedir a devolução de um valor maior. 

Aqui, a recomendação é sempre verificar diretamente no extrato da sua conta antes de devolver qualquer valor.

Links falsos e páginas clonadas 

Outro golpe bastante comum envolve o envio de links que imitam páginas reais de bancos, lojas ou plataformas de pagamento. 

Esses links podem chegar por diferentes canais, como SMS, e-mail, WhatsApp ou redes sociais. Ao acessar, a vítima pode inserir dados pessoais e bancários ou até mesmo gerar um Pix para um destinatário fraudulento. 

Por isso, sempre desconfie de links recebidos, principalmente se houver senso de urgência ou promessa de vantagem. 

Como se proteger desses golpes? 

Na prática, evitar golpes com Pix depende muito mais de comportamento do que de tecnologia. Isso porque, na maioria dos casos, os criminosos não “quebram” o sistema, eles convencem você a tomar uma ação por conta própria. 

A boa notícia é que alguns cuidados simples, quando aplicados de forma consistente, já reduzem muito o risco e aumentam significativamente a sua segurança no dia a dia. 

Veja alguns cuidados simples já reduzem muito o risco e fazem a diferença:

Confira sempre os dados antes de pagar 

Antes de confirmar qualquer transferência, revise com atenção todas as informações exibidas na tela. 

Verifique: 

  • Nome do destinatário; 
  • Valor da transação; 
  • Instituição financeira. 

Muitas vezes, pequenos detalhes podem indicar que algo está errado. Um nome diferente, um valor fora do padrão ou qualquer informação inesperada já são sinais de alerta. Se houver qualquer dúvida, o mais seguro é cancelar a operação e confirmar antes de tentar novamente. 

Desconfie de mensagens urgentes 

Golpistas quase sempre criam um senso de urgência para impedir que você pense com calma. A ideia é fazer você agir no impulso, sem tempo para questionar. 

Frases como: “É urgente”, “Preciso agora” e “Depois te explico” são extremamente comuns nesse tipo de abordagem. 

Sempre que possível, pare por alguns minutos e valide a situação por outro canal. Esse pequeno intervalo já é suficiente para evitar muitos golpes. 

Nunca compartilhe códigos ou senhas 

Esse é um dos pontos mais importantes. Nenhuma instituição financeira pede senhas, códigos de verificação e dados sensíveis, especialmente por WhatsApp, SMS e ligações. 

Se alguém solicitar esse tipo de informação, pode ter certeza de que se trata de uma tentativa de golpe. Esses dados são pessoais e intransferíveis. Compartilhar qualquer um deles pode dar acesso à sua conta.

Use as ferramentas de segurança do seu banco 

Os aplicativos bancários evoluíram muito e hoje oferecem diversas funcionalidades para aumentar a proteção do usuário. 

Entre as principais, estão: 

  • Ajuste de limites de transferência (principalmente no período noturno); 
  • Notificações em tempo real para cada transação; 
  • Autenticação por biometria ou reconhecimento facial; 
  • Bloqueio temporário de operações. 

Essas configurações funcionam como camadas extras de segurança. Quanto mais proteção ativada, menor o risco em situações inesperadas.

Confirme pedidos de dinheiro com a pessoa real 

Recebeu uma mensagem pedindo Pix, mesmo que pareça ser de alguém conhecido? Antes de transferir qualquer valor, confirme a solicitação diretamente com a pessoa. 

Nesses casos, o ideal é ligar para o contato ou enviar mensagens para o número antigo já salvo. Isso porque muitos golpes envolvem clonagem de WhatsApp ou uso de fotos reais para criar perfis falsos. 

Essa simples verificação pode evitar prejuízos financeiros e dores de cabeça. 

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Como você acompanhou, a mudança significativa no Pix tem o objetivo de deixar o cotidiano das pessoas mais ágil, prático e seguro. Com essas informações, agora você poderá usufruir melhor de todo o potencial desse sistema de pagamento. 

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