Custo Efetivo Total (CET): entenda como funciona essa taxa nos empréstimos!

Custo Efetivo Total (CET): entenda como funciona essa taxa nos empréstimos!

Se você já fez empréstimo ou financiamento em uma instituição financeira, provavelmente se deparou com o termo de Custo Efetivo Total. Também conhecido como CET, esse é um valor que precisa de atenção na hora de assinar o contrato.

Afinal, imagine pagar taxas e tarifas sem que você saiba a existência delas? Para evitar uma situação do tipo, é essencial conhecer a informação do crédito e saber como analisá-la. Assim, você poderá fazer escolhas melhores para as suas finanças.

Que tal descobrir o que é o custo efetivo total de um empréstimo e como ele funciona? Continue a leitura e saiba mais!

O que é custo efetivo total?

Custo efetivo total ou CET é o valor total de um serviço de crédito. Ou seja, ele representa tudo o que você pagará ao fazer um financiamento ou um empréstimo. Desse modo, o CET é dado pela soma do custo total da negociação, contendo todas as despesas, encargos, tributos e taxas.

O esclarecimento sobre todas as taxas e os valores é fundamental para que você entenda o que está pagando ao contratar o serviço. Para entender melhor, pense em um empréstimo de R$ 20 mil.

Se a opção for dividir o valor por 20 vezes, haverá impostos, seguro e todas as tarifas que a empresa cobra pelo serviço. Além disso, é preciso considerar os juros incluídos nas parcelas, certo? Logo, é necessário esmiuçar esses valores e compreender quais custos se referem a quais tarifas.

Segundo a legislação, é obrigatório que as instituições financeiras explicitem os valores e detalhes das transações. Isso foi regulamentado pelo Banco Central (Bacen) pela resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) n.º 4.881/2020.

Quais são as tarifas incluídas no CET?

Após entender o que é o custo efetivo total, é importante detalhar quais são as tarifas incluídas no CET. Se você precisar de um empréstimo ou financiamento, será mais fácil avaliar o quanto será gasto com a operação e como a cobrança é composta.

Veja só:

  • Taxa de Abertura de Crédito (TAC): valor cobrado para verificar a situação financeira do cliente. Ela é considerada ilegal, mas ainda existem instituições que fazem a cobrança;
  • Taxas administrativas: variam conforme a instituição. Podem incluir manutenção, cadastro, custos administrativos para manter a conta aberta e registrar seus dados;
  • Taxa de juros: remuneração cobrada pela concessão de crédito, funcionando como o custo da disponibilização dos recursos;
  • Seguros: são cobrados para garantia de pagamento no caso de imprevistos;
  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): incide em empréstimos, operações de câmbio e financiamentos como um encargo obrigatório.

Vale ressaltar que algumas taxas podem variar conforme a instituição, mas elas devem estar discriminadas no contrato. Dessa forma, você consegue avaliar se solicitar o crédito é acessível para o seu bolso. Além disso, é possível comparar os custos oferecidos por diferentes empresas.

Como essa taxa pode ser calculada?

Você já viu quais são as tarifas incluídas no CET. Agora, fica mais fácil entender como o cálculo funciona. A Resolução n.º 3.517/2017 e a Resolução n.º 4.197/2013 do CMN e do Bacen obrigam a apresentação do CET aos clientes e definem como ele deve ser calculado.

A fórmula é apresentada na Resolução n.º 3.517, sendo composta pelos seguintes fatores:

  • valor do crédito concedido;
  • valores cobrados pela instituição;
  • prazo do contrato;
  • data do pagamento dos valores cobrados;
  • data de liberação do crédito pela instituição.

Caso você peça à empresa os detalhes cobrados no CET, veja se eles são apresentados de forma percentual, ao mês ou ao ano, combinado? Isso porque as dívidas grandes, como empréstimos, costumam ser pagas mensalmente, então nesse caso o CET também será um percentual por mês.

Para facilitar, o Bacen criou e disponibilizou um exemplo de valor cobrado pelo CET. Com base nele, fica mais fácil entender que o CET o ajuda a perceber como cada despesa ou taxa contribui para o valor total que você deve pagar.

Como garantir se o valor do CET está correto?

Se você fez o cálculo desse custo, mas ainda tem dúvidas se ele está correto, pode entrar no site do Procon. Nele, há um formulário para preencher com as informações referentes ao empréstimo ou financiamento.

Então preencha o número de meses, o valor financiado, a prestação de juros, a data do contrato e o vencimento da parcela.

Com esses dados, o sistema apresentará o valor que será cobrado, incluindo os juros ao mês e ao ano. Além disso, você terá acesso ao CET anual e a taxa mensal equivalente. Depois, basta conferir as informações apresentadas pelo banco, a fim de verificar se elas são compatíveis.

Por que as taxas são cobradas nos empréstimos?

O CET apresenta todas as taxas incluídas no custo de uma operação de crédito e que devem ser analisadas. Isso pode trazer um questionamento: por que é preciso pagar taxas adicionais, além dos juros?

De modo geral, o custo efetivo total representa quanto a empresa ou banco está cobrando para prestar o serviço. Esse preço é o de contratação do financiamento ou empréstimo. Portanto, as taxas servem para atender a regras legais ou para permitir que a instituição opere com segurança, por exemplo.

A cobrança da taxa administrativa, por exemplo, faz sentido para que o banco possa manter suas operações, certo? Na prática, o CET serve apenas para detalhar como essas cobranças incidem sobre o valor que você solicita. Faz sentido, certo?

Por que o CET é importante?

Na prática, conhecer o custo efetivo total de uma operação é essencial para não cair no erro de considerar apenas os juros ou o valor da parcela na hora de avaliar o contrato.

Isso porque há chances de um empréstimo ser oferecido a juros muito baixos, mas ter outras taxas elevadas. No final, o CET pode acabar sendo igual ou até maior que o custo de uma linha de crédito com juros mais elevados.

Portanto, examinar o custo efetivo total é útil para você compreender exatamente as condições do crédito que você solicita e se ele se encaixa nas suas expectativas. Isso também pode servir para evitar o endividamento, já que você consegue fugir de taxas muito altas e até abusivas.

Quais são os principais tipos de empréstimos?

Agora que você conhece as informações gerais sobre o CET, vale a pena conhecer os principais tipos de empréstimos. Assim, se você precisar de crédito, saberá a quais alternativas é possível recorrer, não é mesmo?

Conheça as opções de empréstimos disponíveis no mercado!

Empréstimo pessoal

Empréstimo ou crédito pessoal é uma modalidade comum nas instituições financeiras. Nesse caso, o dinheiro não está vinculado à compra de produtos, sendo que o cliente pode utilizá-lo como desejar.

Para realizar o empréstimo, é preciso apresentar dados como CPF e comprovante de renda. Com eles, a instituição fará uma análise de crédito para decidir se libera ou não a quantia. Devido ao risco de inadimplência, os juros geralmente são mais altos do que em outras opções.

Empréstimo pessoal com garantia

Ao contrário do crédito pessoal, o empréstimo com garantia exige a oferta de um bem para oferecer segurança em relação ao pagamento. Por exemplo, você pode oferecer um carro ou um imóvel, para o caso não pagar as parcelas. Isso permite diminuir as taxas de juros, pois os riscos da instituição credora são menores.

Porém, é importante ter atenção para não perder seu patrimônio. Se não houver pagamento conforme o acordado em contrato, a instituição pode tomar o bem para leilão.

Empréstimo consignado

O empréstimo consignado é caracterizado pelo desconto do valor da parcela na folha de pagamento. Normalmente, quem se beneficia do modelo são beneficiários do INSS, servidores públicos e colaboradores de empresas credenciadas.

Esse empréstimo apresenta baixo risco, pois o pagamento é garantido pelo salário ou benefício recebido. Dessa maneira, os juros estão entre os menores do mercado.

Empréstimo rotativo

Já o empréstimo rotativo é aplicado a quem utiliza o cartão de crédito e não tem condições de pagar o montante devido no mês. Ele funciona como um financiamento da fatura, contratado de maneira automática caso o cliente não faça o pagamento total.

Em outras palavras, o banco cobre o valor do empréstimo, cobrando juros sobre o valor. Nesse caso, as taxas tendem a ser maiores, gerando um CET elevado.

Por que os empréstimos podem ser um aliado na sua vida financeira?

Muitas pessoas acreditam que fazer um empréstimo significa perder o controle das finanças. No entanto, ele não precisa ser um vilão, sabia? Em vez disso, o empréstimo pode ser uma ótima estratégia para realizar grandes aquisições, como comprar um imóvel ou um carro.

Se a solicitação de crédito for planejada corretamente, ela pode ser uma forma de conquistar sonhos ou cuidar de emergências. Porém, independentemente do motivo, é preciso tomar a decisão com cuidado para evitar riscos futuros, já que passa a haver um comprometimento, certo?

Portanto, analise as suas necessidades e verifique se você tem condições de arcar com o pagamento após contratar o serviço. Caso o empréstimo seja feito para quitar uma dívida, compare os juros e analise se compensa tomar dinheiro emprestado.

Em alguns casos, essa decisão valerá a pena. Em outros cenários, pode ser melhor negociar para quitar a dívida. Por isso, analise com cuidado as suas finanças antes de tomar a decisão.

Quais são os cuidados na hora de solicitar um empréstimo?

Agora que você já conhece o CET, é fundamental ter atenção para contratar um empréstimo com segurança. Afinal, você não quer cair em um dos golpes que existem no mercado, não é mesmo?

Ainda, é importante se preparar para evitar o endividamento, o que envolve analisar o CET com cuidado para encontrar a melhor alternativa. Agora, que tal conhecer outros cuidados para adotar antes da contratação?

Continue a leitura e confira!

Analise a reputação de diferentes empresas

Antes de assinar o contrato, verifique a reputação da instituição financeira. Para isso, faça pesquisas online, veja depoimentos de outros clientes e compare. É possível avaliá-las pelo Procon e ler as informações do site do Reclame Aqui, por exemplo.

Examine o atendimento e a clareza de informações

Você também tem que dominar todas as informações referentes ao empréstimo. Portanto, garanta que as explicações estejam claras para a sua decisão ser adequada, combinado? Também leia o contrato e analise se as cláusulas são compatíveis com a proposta apresentada e as suas necessidades.

Contrate o valor exato que você precisa

Na hora de solicitar um empréstimo, talvez você receba a proposta de tomar um valor maior do que necessita. Isso pode ser um mau negócio, já que o CET também será mais elevado. Então o ideal é fechar o acordo apenas com o que você consegue pagar, evitando dívidas muito grandes.

Não pague para liberar o empréstimo

Existem muitas pessoas e empresas dando golpes de empréstimo, principalmente na internet. Um dos golpes mais comuns é a solicitação de dinheiro antes do empréstimo para liberá-lo. Essa mecânica não é adotada por empresas sérias, então não faça o pagamento adiantado e busque apenas instituições reguladas.

Como se planejar para pagar um empréstimo pessoal?

Até aqui, você já conferiu diversas dicas sobre os empréstimos, não é mesmo? O próximo passo, antes de tomar essa decisão, é entender como se planejar para evitar que a dívida saia do controle.

Vamos lá?

Liste seus gastos atuais

Antes de solicitar o empréstimo, faça o detalhamento de seus gastos. Para facilitar a análise, vale a pena dividir suas despesas entre:

  • custos fixos: gastos que ocorrem todos os meses, como aluguel, contas, transporte, alimentação, cursos, entre outros;
  • custos variáveis: despesas que podem não ocorrer mensalmente, como lazer ou contas pontuais.

Em seguida, some os valores para encontrar o seu gasto médio mensal e compare com a sua renda. Dessa forma, você saberá se sobra dinheiro no seu orçamento e se ele pode cobrir as parcelas do empréstimo.

Renegocie dívidas

Outro ponto essencial é renegociar as dívidas já feitas antes de se comprometer com um empréstimo. Então, se você estiver devendo para a operadora do cartão, banco ou outro estabelecimento, é interessante negociá-los com os credores.

Pode ser o caso de obter novos prazos e taxas ou até descontos à vista. Dependendo da situação, você pode evitar a solicitação do empréstimo apenas adotando essa medida. Em outros casos, o empréstimo pode ser usado para trocar dívidas mais caras por outra mais barata.

Saiba direcionar o dinheiro do empréstimo

Para não desviar o recurso para outras áreas, programe-se para utilizar o valor emprestado para uma finalidade escolhida previamente. Por exemplo, se você quer utilizar o dinheiro para terminar de quitar um carro, não o misture com o pagamento de uma viagem, certo?

Neste artigo, você aprendeu que o custo efetivo total envolve todos os gastos realizados com um empréstimo. Além disso, você aprendeu como analisar essa e outras informações importantes quando o assunto é crédito. Assim, você poderá tomar decisões melhores ao planejar as finanças.

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