Alugar ou financiar: qual a melhor forma de comprar seu imóvel?

Alugar ou financiar: qual a melhor forma de comprar seu imóvel?

Você prefere fazer seu dinheiro render em capital para uma conquista futura ou deseja a instantaneidade e a comodidade do pagamento a prazo?

Saber responder essa pergunta te ajudará a entender qual é a sua: aluguel ou financiamento?

Esperamos que, até o final deste conteúdo, você já consiga responder. 😉

Confira os tópicos que vamos abordar:

Alugar ou financiar, eis a questão!

A pergunta não é tão filosófica quanto a fala da peça Hamlet, de William Shakespeare, mas também causa questionamentos constantes nas pessoas. Afinal, estamos falando de uma escolha de longo prazo que pode moldar todo o seu estilo de vida.

Ao optar pelo financiamento, por exemplo, você poderá ter, em um curto prazo, o imóvel que sempre sonhou e pagar em prestações que cabem no seu bolso. Por outro lado, ao alugar um imóvel, enquanto investe seu dinheiro, você tem maior liberdade para reorganizar seus custos e pode se mudar com mais facilidade.

Nenhuma opção é melhor ou pior que a outra. É importante considerar se você irá permanecer pouco ou muito tempo em uma região, o valor da sua renda, capital disponível para oferecer de entrada, a valorização da região do imóvel, taxas de indicadores econômicos, além de outras questões.

Há também o fator emocional do sonho da casa própria para muitos. Para outros, é mais interessante deixar o dinheiro rendendo ou ter liberdade para viajar pelo mundo.

Independentemente do contexto, não existe certo e errado, mas sim o que se encaixa melhor na sua vida, e é nessa descoberta que tentaremos te ajudar nos próximos tópicos.

Aluguel + Dinheiro investido

Até pouco tempo atrás, existia uma ideia quase unânime sobre morar de aluguel:

“Alugar é um dinheiro jogado fora, que poderia ser usado para ter algo que pode ser, realmente, seu”

Essa análise popular perdeu força com o acesso a mais informações e produtos financeiros. Com isso, algumas pessoas começaram a perceber que, em muitos casos, o valor de um aluguel, somado a uma quantia aplicada mensalmente, poderia ser igual ou inferior ao de uma parcela de financiamento imobiliário.

Assim, o dinheiro investido pode render acima da inflação e virar uma reserva financeira para viajar ou dar entrada no financiamento imobiliário. Por exemplo:

Imagine que você deseja comprar um imóvel de R$ 250 mil e não está com pressa para ter sua casa própria. Se você tiver uma renda mensal disponível de R$ R$ 2.400, pode usar metade para pagar um aluguel e aplicar a outra parte no Tesouro Direto, um tipo de fundo público para quem busca investimentos mais conservadores.

Em março de 2022, a taxa de rentabilidade anual foi de 11,45% prefixada para 2029 nesse tipo de investimento, ou seja, só será possível retirar o valor investido daqui 7 anos.

Ao final deste período, você terá aplicado R$ 98.400 e o resgate líquido será de R$ 137.168,23, que é 54% do valor total do imóvel. Assim, você poderá dar uma entrada maior para o financiamento imobiliário ou ter valores para reformas e itens para a casa. Sempre de acordo com o que for melhor para você. 😄

Faça a simulação do seu investimento!

Financiamento imobiliário

É importante que você analise todas as opções disponíveis. Você pode financiar a maior parte de um imóvel, dar uma entrada robusta ou não, economizar e investir o dinheiro para a entrada ou comprar no futuro, fazer um financiamento e amortizar ao longo dos anos.

O seu perfil, necessidade e capital serão fundamentais para escolher os produtos financeiros. Os modelos mais conhecidos para o financiamento imobiliário são o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

Em geral, será necessário ter pelo menos uma parte do valor para dar de entrada. Pelo SFH e SFI, existe a possibilidade de usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para pagar parte da entrada ou, até mesmo, o valor integral.

Quer um exemplo? Vamos lá!

Você quer a mesma casa da história anterior, que custa R$ 250 mil. Para isso, terá que dar 20% de entrada (R$ 50 mil). Somando o dinheiro que você conseguiu juntar nos últimos anos ao valor depositado no seu FGTS, foi possível chegar a este número.

É importante que você analise as melhores taxas, condições e a quantidade de parcelas que se adapta ao seu orçamento. Somar rendas, como no caso de um casal que busca morar junto, é uma solução que aumenta o potencial de compra e diminui riscos financeiros.

SFI e SFH

Os dois sistemas muito usados para a compra de um imóvel no Brasil são o SFI e o SFH, que são diferentes e complementares.

O SFH permite o financiamento de imóveis residenciais em áreas urbanas de até R$ 1,5 milhão, sendo que esse valor varia conforme a localidade. O financiamento não pode ser superior a 80% do valor do imóvel, incluindo as despesas do contrato, e não pode haver outros pelo SFH. O comprador também precisa morar ou trabalhar na localidade da propriedade há pelos menos um ano e as parcelas devem ser menores do que 30% da renda mensal.

Os programas habitacionais do Governo também utilizam o SFH (Minha casa, Minha Vida e Casa Verde e Amarela). Nestes casos, há taxas e juros mais acessíveis para famílias com renda mensal de até R$ 7.000. A modalidade permite que o valor de entrada seja reduzido significativamente ou até zerado em alguns casos. Além disso, as parcelas são menores do que em um financiamento tradicional, facilitando o pagamento do imóvel.

O SFI permite que você negocie as condições de compra desejadas com a instituição financeira. Ele é uma opção para quem já possui um financiamento imobiliário com SFH, deseja comprar imóveis comerciais ou com valores acima do limite permitido pelo SFH. Em 2021, passou a ser permitido o uso do FGTS também no SFI.

Na hora de escolher entre os dois, é necessário ter em mente o que você necessita e o que o seu orçamento permite.
Para saber mais sobre os dois sistemas, confira nosso conteúdo completo sobre o Sistema Financeiro de Habitação.

Outras opções de financiamento

Há também a opção de contratar um empréstimo com a construtora. Essa alternativa costuma trazer flexibilidade nos valores das entradas e das parcelas. Nestes casos, é importante checar se o financiamento será feito com recursos da empresa ou de instituições financeiras.

Caso os fundos sejam de terceiros, o imóvel fica “preso” ao banco até todo o empréstimo ser quitado. Caso a construtora tenha problemas financeiros, mesmo com o comprador pagando em dia, o imóvel poderá ser tomado. Assim, é importante checar o histórico da construtora.

Aluguel para sempre?

Como já falamos por aqui, até pouco tempo atrás, muitos consideravam impensável planejar uma vida sem um imóvel próprio. Hoje, essa realidade pode ser diferente, principalmente, quando sua renda é bem aplicada.

Há diversas opções com bons retornos financeiros e liquidez, como o rendimento de 100% do CDI da DigioConta, para deixar seu dinheiro trabalhando pra você. O aluguel possibilita uma vida mais flexível, principalmente se você não busca ter um endereço fixo. Assim, é possível, por exemplo, aproveitar o home office (se esse for o seu caso) para se deslocar com frequência e ter uma rotina mais livre.

Para muitas pessoas, há um risco de não ter um lugar para chamar de seu nos possíveis momentos de aperto. Por isso, é importante diversificar a carteira de investimentos e investir em ações de longo prazo e de alto rendimento. Além disso, seja financiando um imóvel ou alugando, a nossa dica é: tenha uma reserva de emergência.

O ideal é que você consiga viver de 6 meses a 1 ano com esse valor, caso imprevistos aconteçam. O importante é saber que, mesmo nos momentos difíceis, você conseguirá arcar com seu custo de vida.

Por fim, separamos dois conteúdos importantes para que você consiga fazer sua renda valer mais, seja alugando ou financiando um imóvel. Confira:

Investir em ações: conceitos fundamentais para você começar
Aplicações Financeiras

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