Como funciona uma bolsa de valores?

Como funciona uma bolsa de valores?

A Bolsa de Valores é um termo que a gente ouve toda hora. Seja nos noticiários de economia e política, ou nas conversas de pessoas envolvidas com o mercado financeiro.

Mas, afinal, você sabe o que é e como funciona uma bolsa de valores?

Estamos aqui pra te mostrar! Confira os tópicos que vamos abordar:

O que é uma bolsa de valores?

Em linhas bem gerais, a Bolsa de Valores funciona como um ambiente de negociações de valores mobiliários como ações, títulos públicos e commodities.

Ou seja, é um mercado organizado que regula as transações de ativos financeiros. Entre esses ativos, podemos dizer que o tipo mais comum são as ações (pequenas partes de empresas). Assim, quem compra essas ações se torna dono de uma pequena parcela de determinada organização.

Para facilitar o entendimento, as bolsas de valores funcionam assim: a empresa abre o capital, oferece ações em troca de valores e, assim, quem busca e conclui que o negócio é promissor, adquire pequenas fatias do negócio, que podem ter rendimento variável.

Além das ações de empresas, outros ativos também podem ser negociados, como:

  • Ativos de renda fixa;
  • Crédito imobiliário;
  • Derivativos de balcão;
  • Derivativos listados;
  • Mercado à vista.

Outra função importante da bolsa é estabelecer as regras das negociações, tornando o ambiente transparente e seguro para todas as partes envolvidas. Até por isso, só é possível investir em ações por meio de uma corretora de valores.

Em todas as operações realizadas, a bolsa é responsável por fazer a compensação, registro e a atualização dos papéis dentro deste ambiente.

Além disso, a bolsa realiza mais dois papéis:

Agente de custódia: guarda centralizada de todas as negociações realizadas. Por exemplo: ao comprar um título do Tesouro Direto, a Bovespa faz a guarda destes papéis em seu nome até a venda ou resgate.

Agente de clearing: ela faz o gerenciamento dos riscos das operações realizadas pelos investidores, por exemplo, quando você investe em mini contratos, há investimentos que podem servir como garantia, que são estabelecidos pela clearing.

Bolsa de valores no Brasil

A história deste mercado no Brasil é muito mais antiga do que a criação da Bovespa, a bolsa de valores de São Paulo. Tudo começou em Salvador, em 1817, e, três anos depois, foi criada a bolsa do Rio de Janeiro. Ambas as cidades eram consideradas os centros comerciais do Brasil.

Enquanto a bolsa de Salvador tinha um caráter mais regional, a do Rio de Janeiro já possuía abrangência nacional, sendo a mais importante do Brasil durante muito tempo, com destaque para as décadas de 1950 e 1960.

Porém, após uma crise no mercado brasileiro em 1971, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), criada em 1890, ganhou protagonismo como o principal centro de negociações de ativos do Brasil.

Unificação das bolsas e nascimento da B3

Em 2000, as duas maiores bolsas de valores do Brasil, de São Paulo e Rio de Janeiro, viram a necessidade de se integrar com todas as outras praças financeiras do País:

  • Bolsa de Minas, Espírito Santo e Brasília;
  • Bolsa do Extremo Sul;
  • Bolsa de Santos;
  • Bolsa da Bahia, Sergipe e Alagoas;
  • Bolsa de Pernambuco e da Paraíba;
  • Bolsa do Paraná.

Com isso, ficou definido que, a partir daí, as ações seriam todas negociadas na Bovespa. Apenas os títulos públicos seriam negociados eletronicamente pela bolsa do Rio.

Em 2005, outra modernização veio à tona: as negociações via pregão viva-voz na Bovespa foram encerradas e, todos os trâmites de compra e venda de ações, passavam a ser realizados de forma eletrônica.

Com isso, em 2006, houve a implementação do pregão eletrônico 100% doméstico com o Home Broker, ou melhor, corretores domésticos. Dessa forma, toda aquela imagem de papéis e corretores falando ao telefone usada em filmes chegou ao fim.

Outras mudanças ocorreram como a abertura de capital da própria Bovespa. Em 2017, a BM&F Bovespa se uniu a Cetip (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos), certificadora oficial do mercado e responsável pelos registros dos títulos privados de renda fixa e de públicos municipais e estaduais, que também atua no mercado de balcão organizado. Foi assim que nasceu a B3!

Bolsas de valores no mundo

Agora que já explicamos um pouco sobre a bolsa de valores no Brasil, é hora de contextualizar o cenário mundial, afinal, muito do que acontece no mercado financeiro brasileiro é reflexo do que ocorre no exterior.

Uma das principais bolsa do mundo é a New York Stock Exchange (NYSE), que foi fundada em 1817. A bolsa de Nova York é responsável pela negociação de grandes companhias globais de capital aberto. Estima-se que a soma do valor de mercado das empresas listadas na NYSE ultrapassa a marca de 20 trilhões de dólares.

A National Association of Securities Dealers Automated Quotations (NASDAQ), também localizada em Nova York, foi criada em 1971 e é conhecida por listar grandes empresas do setor de tecnologia, sendo a pioneira em negociações de ações pela internet.

Já na Europa, mais precisamente em Londres, a London Stock Exchange (LSE) já foi considerada a principal bolsa de valores do mundo. Apesar de ter perdido força para as norte-americanas, ela continua tendo sua influência e, atualmente, tem mais de 3.000 companhias listadas.

Além dessas, as outras bolsas ao redor do mundo que merecem destaque, segundo o site StocksToTrade, são:

  • Tokyo Stock Exchange – Japão
  • Shanghai Stock Exchange – China
  • Hong Kong Stock Exchange – Hong Kong
  • Euronext – Europa
  • Toronto Stock Exchange – Canadá
  • Shenzhen Stock Exchange – China
  • Frankfurt Stock Exchange – Alemanha

Como investir na bolsa de valores?

Para você que chegou até aqui querendo saber como investir em ações da bolsa e ter rendimentos financeiros por meio deste mercado, chegou seu momento!

O primeiro ponto, e isso vale para qualquer tipo de investimento, é separar uma quantia da sua renda para aplicar nestas ações, sempre sabendo que existem riscos neste mercado.

Ou seja, antes de escolher um ativo ou uma empresa para se tornar acionista, lembre-se: tudo passa por organizar suas finanças, reduzindo suas despesas e aumentando os ganhos, para que exista um valor a mais a ser usado em seus investimentos.

Para te ajudar neste aspecto, temos um conteúdo com dicas de organização financeira para você planejar um orçamento saudável e equilibrado.

Depois de montar um plano financeiro, sempre alimentando a sua reserva de emergência, é preciso descobrir o seu perfil de investidor: você é mais conservador ou está mais sujeito à riscos?

  • Investidor conservador: é aquele que prefere correr o mínimo de risco possível para ganhar dinheiro. Por exemplo, são pessoas que optam por ações de empresas consolidadas ou títulos públicos.
  • Investidor arrojado: é um perfil que está disposto a correr mais riscos para ter mais chances de retorno. As startups são grandes exemplos de empresas que costumam atrair investidores arrojados por trazerem uma disrupção, que pode se tornar um sucesso ou não.
  • Investidor moderado: temos também o meio termo de tudo isso, ou seja, o investidor moderado. Ele aceita certa volatilidade em prol de melhores retornos, mas não opta por ter grande parte da carteira em investimentos de renda variável ou com grandes riscos de todo seu patrimônio.

Depois de descobrir onde você se encaixa neste mundo, é hora de entender um pouco mais sobre o mercado de ações. Por isso, separamos algumas dicas!

Estratégias para investir na bolsa

Antes de falar das três estratégias mais populares do mercado de ações, vale lembrar da importância de pensar a longo prazo, por se tratar de renda variável.

Grandes investidores da história, como Warren Buffett, George Soros e Luiz Barsi, são grandes defensores do pensamento a longo prazo como forma de evitar perdas.

Tendo isso em mente, confira as práticas a seguir:

Stock Picking

O Stop Picking, que traduzido para o português siginifica “pare de escolher”, consiste na compra de ações de empresas desacreditadas no mercado com a expectativa de que elas possam ter resultados acima da média e, com isso, maior rendimento.

Para isso, é necessário selecionar, de forma criteriosa, as informações das companhias que possuem potencial de valorização ao longo dos anos.

Esse prática é bastante utilizada em fundos de renda variável, pois se aposta em ativos com potencial de crescimento, mas que ainda estão desvalorizados.

Para adotar o Stock Picking, é necessário fazer uma gestão mais ativa do seu portfólio de ações, comprando e vendendo ações em intervalos que podem variar de semanas a anos.

Value Investing

Essa tática de longo prazo busca explorar não apenas o preço das ações, mas também o valor das empresas em que se aposta. Não é a toa que a tradução de Value Investing para português é “investimento de valor”.

A ideia aqui é, basicamente, comprar ações de boas empresas a preços descontados, o que indica uma boa possibilidade de crescimento e valorização.

Ou seja, esse tipo de investidor busca ações negociadas abaixo do valor real, mas com potencial de rendimento alto.

Buy and Hold

A tradução do termo Buy and Hold já diz tudo sobre essa estratégia: compre e segure. Ou seja, é quando o investidor investe em uma ação com o objetivo de segurá-la por muito tempo, até que um dia ela tenha um rendimento satisfatório.

Em alguns casos, os investidores passam mais de 10, 20 ou 30 anos com as mesmas ações. O foco é investir em boas empresas com a mentalidade de sócio e se beneficiar do seu crescimento a longo prazo.

Escolha da corretora

Depois de entender seu perfil e conhecer as estratégias existentes, é preciso muito estudo para saber quais ações se enquadram mais em seus objetivos.

Além disso, é fundamental escolher uma boa corretora, instituição que fará a ponte entre você e o mercado de valores. Essa empresa será responsável por emitir as ordens de compra e de venda em seu nome.

Para administrar seus ativos, você terá acesso ao Home Broker, plataforma disponibilizada pelas corretoras para fazer essas operações.

Uma dica umportante é observar o valor de taxas cobradas pelas instituições. Há diversas que oferecem taxa zero, ou seja, que não cobram nenhuma porcentagem dos seus ganhos para administrar suas ações. Assim, é possível potencializar os seus rendimentos, já que parte do aporte não ficará em taxas.

Para saber ainda mais sobre ações e como investir, confira nosso conteúdo completo:

Investir em ações: conceitos fundamentais para você começar

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