IPCA: o que é, como é calculado e muito mais!

IPCA: o que é, como é calculado e muito mais!

A sigla IPCA significa Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Criado em 1979 para medir a variação dos preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pela população, ele é considerado um dos mais tradicionais e importantes índices da inflação brasileira.

Continue lendo e confira todos os detalhes.

Como funciona o IPCA?

Com objetivo de verificar a variação de diversos produtos e serviços em todo país, o índice funciona por meio de uma pesquisa realizada entre o 1º e 30º dia de cada mês em diversos tipos de lojas e empresas de prestação de serviços.

Para formar a cesta de serviços e produtos que condiz com a realidade do nosso país, são considerados os valores de diversos itens. É pesquisado de feijão até produtos de limpeza, vestuário, combustíveis e serviços de distribuição de água, luz, internet e outros.

Um ponto que deve ser destacado é que cada um dos itens tem sua devida importância e percentual de consumo no orçamento da população. Assim, cada um possui um determinado peso na hora de realizar a média de variação.

Exemplo: produtos considerados de primeira necessidade (alimentos), tem um maior impacto do que aqueles não essenciais (roupas, gastos com comunicação e outros).

O que é o IPCA-15 e IPCA-Especial?

O IPCA-15 e o IPCA-Especial (IPCA-E), são variações do período de coleta dos preços do IPCA.

O primeiro difere no período em que a coleta do valor dos itens da cesta é realizada, que vai do 16º dia do mês até o 15º dia do mês subsequente. Dessa forma, é possível ter uma prévia do IPCA, sendo divulgado a cada 15 dias.

Já o IPCA-Especial representa nada mais do que o índice acumulado a cada trimestre pelo IPCA-15, e é usado para reajuste de impostos como IPTU, por exemplo.

O que compõem o IPCA?

Para conseguir compor a cesta de produtos e serviços que terão seus preços acompanhados mensalmente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF).

Essa consulta abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

Em dezembro de 2020, foram definidos 377 itens que passaram a ter seus preços acompanhado mês a mês. A seguir você confere uma tabela com os nove grupos de gastos e os pesos que serão usados na hora de realizar a média:

Qual a relação entre o IPCA e a inflação?

Antes de falar sobre a relação de ambos os termos vale lembrar que, de forma resumida e direta, a inflação nada mais é do que o aumento generalizado dos preços daquela serie de bens e serviços que fazem parte do dia a dia das pessoas. 

A relação entre eles é simples, como o IPCA mostra exatamente a variação dos preços da cesta de produtos, ele funciona como um termômetro de como está a inflação do país, ou seja, quanto maior é o crescimento dos preços maior é a inflação, o que impacta diretamente no poder de compra da população.

Qual o valor do IPCA 2021?

Como falamos acima o IPCA é medido mensalmente e, para determinados usos, é preciso saber o acumulado do ano. 

Em 2021, o acumulado do IPCA mostrou que os produtos e serviços subiram 10,06%.

A seguir confira a tabela com o IPCA de cada mês em 2021:

Com funciona investimento atrelado ao IPCA?

Os investimentos em renda fixa com rendimento pós-fixado ou híbrido oferecem uma taxa de juros acertada no momento da compra dos papéis e, muitas vezes, também pagam uma variação com base no IPCA. Dessa forma, esse índice impacta o retorno da aplicação.

Seguindo essa linha de raciocínio, os investimentos atrelados ao IPCA fazem com que seu dinheiro não perca poder de compra, ou seja, rendem pelo menos o percentual do aumento tido na cesta básica de produtos e serviços.

Confira a seguir exemplo de investimento com IPCA:

Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA+ é título público assim como o Tesouro Selic, que funcionam como um “empréstimo” para o governo federal. O rendimento desse tipo de investimento costuma ser híbrido, ou seja, uma parte do retorno indexada a um índice da economia, no caso o IPCA, e a outra parcela composta por um valor fixo, determinado no momento da aplicação.

Essa forma de rendimento é uma boa opção para quem não quer correr o risco da variação do mercado, pois garante uma “rentabilidade real” – termo usado para investimentos que trazem um percentual acima da inflação.

Vale lembrar que, diferente da DigioConta por exemplo, essa aplicação não possui liquidez diária, você define a data de vencimento no momento da aplicação.

Como esse tempo pode variar de forma semestral ou anual, essa aplicação não é indicado para valores que estão sendo poupados para serem utilizados a qualquer momento, como é o caso da reserva de emergência, e sim para objetivos a médio e longo prazo.

Tesouro IPCA+ com juros semestrais

O Tesouro IPCA + com juros semestrais tem basicamente o mesmo funcionamento citado acima, principalmente em questões de liquidez do valor aplicado e segurança. A diferença é que você receberá parte do rendimento duas vezes ao ano.

Em outras palavras, com nessa opção você não precisa esperar o vencimento do seu título para aproveitar o rendimento, recebe ele semestralmente para usa como quiser.

Ao utilizar a antecipação de recebimento do seu rendimento, você terá maior desconto de Imposto de Renda (IR), tendo em vista que esse tributo segue uma tabela regressiva. Por esse motivo, caso você não precise desse valor antes do vencimento escolhido, é recomendado optar pelo IPCA + comum.

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