Melhor investimento para reserva de emergência: confira opções!
Quem nunca passou por um aperto inesperado? Uma despesa médica, um problema no carro, ou até a perda de um emprego podem surgir sem aviso. Nesses momentos, ter uma reserva de emergência é algo fundamental para que você não precise recorrer a empréstimos com juros altos ou desequilibrar o orçamento da família.
E para te ajudar a começar a sua reserva, preparamos um conteúdo completo explicando o que é esse investimento, quais as melhores opções disponíveis no mercado e como iniciar a sua.
Continue a leitura e saiba tudo sobre o assunto!
O que é reserva de emergência?
A reserva de emergência é uma quantia de dinheiro guardada exclusivamente para lidar com imprevistos financeiros.
Esse dinheiro não deve ser utilizado para compras do dia a dia e nem para objetivos planejados, como aquela viagem tão desejada ou a compra de um carro novo. Seu propósito é dar suporte em momentos de dificuldade, evitando que você precise recorrer a empréstimos com juros altos ou desfaça de outros investimentos importantes.
Por exemplo: se você perde o emprego, se o encanamento de casa estoura, se o seu pet precisa de uma cirurgia inesperada ou se você precisa arcar com despesas médicas urgentes, é a sua reserva de emergência que vai te dar a tranquilidade de resolver a situação sem comprometer suas finanças.
Portanto, esse é um dinheiro que precisa estar prontamente disponível. Sendo assim, sua principal característica é a liquidez, ou seja, a facilidade de resgatá-lo rapidamente sem perdas ao seu patrimônio.
Qual o melhor investimento para reserva de emergência?
A escolha do melhor investimento para a reserva de emergência não se baseia na maior rentabilidade, mas sim na segurança, liquidez e previsibilidade. Afinal, a prioridade aqui é ter o dinheiro disponível a qualquer momento, sem riscos de perdas ou resgates demorados.
Por isso, esqueça os investimentos de alto risco, como ações ou fundos multimercado agressivos, para essa finalidade. Eles podem oferecer altos retornos, mas também grandes perdas e volatilidade, que é o oposto do que você precisa para uma reserva de emergência.
A seguir, confira as melhores opções para começar sua reserva de emergência, que aliam segurança e facilidade de acesso:
Tesouro Selic (Tesouro Direto)
O Tesouro Selic é uma das melhores e mais populares opções para a reserva de emergência no Brasil. Ele é um título público federal pós-fixado, o que significa que sua rentabilidade acompanha a taxa básica de juros da economia, a Selic.
Vantagens:
Alta liquidez: você pode resgatar o dinheiro a qualquer momento (D+1, ou seja, um dia útil após a solicitação), sem perdas significativas.
- Segurança: é considerado o investimento mais seguro do país, pois é garantido pelo Tesouro Nacional.
- Rentabilidade diária: o valor investido rende todos os dias úteis, acompanhando a Selic. Isso significa que, mesmo que você precise resgatar em poucos dias, seu dinheiro terá rendido.
- Acessibilidade: é possível investir a partir de valores baixos, o que o torna acessível para a maioria das pessoas.
- Transparência: a rentabilidade acompanha a Taxa Selic, portanto é clara e previsível.
Desvantagens:
Incidência de Imposto de Renda: o IR incide sobre os rendimentos, e a alíquota diminui conforme o tempo que o dinheiro fica investido (de 22,5% para até 15% após 2 anos). Como a reserva é para curto prazo, a alíquota inicial pode ser maior.
- Taxa de custódia: a B3 (bolsa de valores brasileira) cobra uma pequena taxa de 0,20% ao ano sobre o valor investido acima de R$ 10.000. Abaixo desse valor, é isento.
CDBs de liquidez diária
Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) de liquidez diária são outra excelente alternativa para a reserva de emergência. Eles são títulos emitidos por bancos para captar recursos, e em troca, o banco te paga uma remuneração.
Vantagens:
- Liquidez diária: assim como o Tesouro Selic, você pode resgatar o dinheiro a qualquer momento, geralmente com o crédito na sua conta no mesmo dia ou no próximo dia útil.
- Segurança (FGC): contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para valores de até R$ 250.000 por CPF e por instituição financeira (limitado a R$ 1 milhão em 4 anos). Isso significa que, mesmo que o banco quebre, seu dinheiro está protegido até esse limite.
- Rentabilidade: geralmente, rendem um percentual do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que acompanha de perto a taxa Selic. Alguns bancos digitais oferecem CDBs de liquidez diária com 100% do CDI ou até mais.
- Diversidade: existem diversas opções no mercado, permitindo que você escolha o banco e o percentual do CDI que mais te agrada.
Desvantagens:
- Incidência de Imposto de Renda: assim como no Tesouro Selic, o IR incide de forma regressiva sobre os rendimentos.
- Rentabilidade variável: a rentabilidade pode variar entre os bancos, e nem todos oferecem boas taxas para CDBs de liquidez diária. Por isso, é importante pesquisar bem antes de investir.
Contas digitais que rendem automaticamente
Muitos bancos digitais e fintechs oferecem contas que já rendem automaticamente 100% do CDI ou um percentual próximo, sem que você precise fazer um investimento específico. Na prática, o dinheiro que fica parado na sua conta é aplicado em um CDB ou RDB (Recibo de Depósito Bancário) de liquidez diária.
Vantagens:
- Extrema liquidez e praticidade: o dinheiro já está na sua conta e você pode usá-lo a qualquer momento, como se estivesse em uma conta corrente, mas com rendimento.
- Rentabilidade diária: o valor parado rende todos os dias úteis.
- Segurança (FGC): assim como os CDBs, essas contas também são protegidas pelo FGC até o limite de R$ 250.000 por CPF e instituição.
- Sem burocracia: não é preciso fazer transferências para um investimento separado; o rendimento é automático.
Desvantagens:
- Imposto de Renda regressivo: o IR incide sobre os rendimentos, de forma regressiva.
- Rendimento limitado ao CDI: geralmente, o rendimento é fixado em 100% do CDI, sem possibilidade de buscar taxas maiores.
Fundos DI com liquidez diária
Os Fundos DI são fundos de investimento que aplicam a maior parte do seu patrimônio em títulos de renda fixa que acompanham o CDI ou a Selic. Para a reserva de emergência, é crucial escolher aqueles que oferecem liquidez diária.
Vantagens:
- Liquidez diária: permitem resgates rápidos, geralmente em D+0 (no mesmo dia) ou D+1.
- Diversificação: o gestor do fundo pode diversificar as aplicações em diferentes títulos, buscando a melhor rentabilidade dentro da proposta de acompanhar o CDI.
- Praticidade: a gestão é feita por profissionais, o que pode ser conveniente para quem não quer se preocupar em escolher títulos individualmente.
Desvantagens:
- Taxas de administração: quase todos os fundos cobram uma taxa de administração, que pode “comer” parte dos seus rendimentos. Para reserva de emergência, prefira fundos com taxas muito baixas (abaixo de 0,5% ao ano).
- Come-cotas: é uma antecipação do Imposto de Renda que ocorre a cada seis meses, mesmo que você não faça o resgate. Isso pode reduzir ligeiramente a rentabilidade líquida no curto prazo.
- IOF (Imposto sobre Operações Financeiras): se o resgate for feito em menos de 30 dias, há incidência de IOF sobre os rendimentos.
Como fazer uma reserva de emergência?
Criar uma reserva de emergência pode parecer desafiador no início, especialmente se você nunca teve o hábito de poupar dinheiro, pois é um processo que exige organização e disciplina.
Porém, seguindo um passo a passo, iniciar sua reserva de emergência pode ser muito mais simples. Confira a seguir as principais etapas:
1. Calcule seus gastos mensais essenciais
O primeiro passo é entender quanto você gasta mensalmente para viver. Para isso, reúna todas as suas despesas fixas e variáveis que são absolutamente necessárias para sua sobrevivência e bem-estar.
Nesse cálculo, inclua o aluguel/prestação da casa, condomínio, contas de água, luz, gás, internet, alimentação, transporte, plano de saúde, mensalidade escolar dos filhos (se houver) e remédios de uso contínuo, por exemplo.
2. Defina quantos meses deseja cobrir
Especialistas recomendam que a reserva de emergência deve cobrir de 6 a 12 meses dos seus gastos mensais essenciais. A quantidade exata vai depender da sua situação e nível de segurança desejado.
Quem tem um emprego formal (CLT) ou é servidor público, por exemplo, pode criar uma reserva de emergência que cubra 6 meses de despesas. Isso porque esse tipo de emprego traz uma maior estabilidade e segurança financeira, diminuindo a necessidade de uma reserva tão grande.
Porém, quem é profissional autônomo, liberal ou empresário, que costumam ter uma renda mais volátil e menos segurança financeira, pode ser melhor criar uma reserva de 6 a 12 meses.
3. Descubra quanto precisa guardar
Sabendo o valor do seu gasto mensal e quantos meses sua reserva de emergência deverá cobrir, fica muito mais fácil entender qual deverá ser o valor da sua reserva de emergência.
Por exemplo, se você tem um gasto mensal com despesas essenciais de R$ 3.000 e deseja uma reserva de emergência que cubra 6 meses, então seu objetivo será acumular R$ 18.000 (R$ 3.000 x 6).
4. Defina um orçamento mensal
Agora, você deve definir uma porcentagem do seu salário para aplicar na sua reserva de emergência. Em quanto tempo você quer atingir o seu objetivo? Qual é um prazo viável de acordo com as suas condições financeiras?
A dica inicial é guardar pelo menos 10% da sua renda mensal para essa reserva. Aos poucos, conforme for acumulando, você pode ajustar.
5. Escolha um investimento adequado
Coloque esse dinheiro em aplicações que ofereçam liquidez imediata, baixo risco e rentabilidade razoável. As opções que demos no tópico anterior são ótimas escolhas para esse momento.
6. Faça aplicações todos os meses
Transforme a construção da sua reserva de emergência em um hábito. Programe uma transferência automática para o local onde você guardará esse dinheiro assim que receber seu salário. Encare essa economia como uma prioridade, não como o que sobra no fim do mês.
Como escolher o melhor investimento para a reserva de emergência?
A escolha do “melhor” investimento para sua reserva de emergência vai depender das suas prioridades, da sua tolerância a pequenas burocracias e do que você busca em termos de praticidade e rentabilidade. Por isso, não existe uma única resposta, mas sim aquela que melhor se adapta ao seu perfil.
Para te ajudar a decidir, considere os seguintes fatores:
Liquidez
Este é o fator mais importante. O dinheiro da sua reserva precisa estar disponível quando você precisar, sem carências, sem demoras e sem perdas financeiras no resgate. Todas as opções que mencionamos (Tesouro Selic, CDB de liquidez diária, contas digitais com rendimento automático e Fundos DI de liquidez diária) cumprem esse requisito.
Segurança
A segurança é o segundo pilar. Sua reserva de emergência não é para correr riscos, o objetivo é proteger seu capital. Tesouro Selic é garantido pelo governo, CDBs e contas digitais são protegidos pelo FGC (até R$ 250 mil por CPF/instituição). Fundos DI também são considerados seguros, pois investem em títulos de baixo risco. Priorize sempre a proteção do seu capital.
Rentabilidade
Embora não seja o foco principal, a rentabilidade é um bônus. Seu dinheiro não deve ficar parado na poupança, que rende muito pouco e perde para a inflação na maioria dos casos. Busque opções que rendam próximo ou acima de 100% do CDI/Selic.
Facilidade de acesso e gestão
Pense na praticidade que você busca no dia a dia. Se você prefere algo totalmente automático e sem complicações, as contas digitais que rendem podem ser a melhor escolha. Se você não se importa em gerenciar um pouco mais e busca a máxima segurança do Tesouro Nacional, o Tesouro Selic é uma excelente opção.
Uma boa estratégia é até mesmo diversificar um pouco, colocando uma parte em uma conta digital para o dia a dia e outra parte no Tesouro Selic para o longo prazo da reserva, caso ela cresça muito. O importante é ter o dinheiro em um local seguro e de fácil acesso.
Agora que você já sabe o que é uma reserva de emergência, não perca mais tempo e comece agora mesmo a sua! E para saber mais sobre outros tipos de investimentos, confira os conteúdos exclusivos do nosso blog.
