Educação financeira: a importância de educar sobre produtos e serviços financeiros

Educação financeira: a importância de educar sobre produtos e serviços financeiros

Em um país onde o endividamento atinge cerca de 76,4% da população (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor – Peic), a educação financeira se torna cada vez mais necessária para garantir decisões mais conscientes.

Neste texto, vamos falar sobre como a educação financeira pode ajudar você a fazer melhores escolhas, evitar armadilhas e aproveitar melhor os recursos financeiros oferecidos no mercado. Continue a leitura para saber tudo sobre o assunto!

 

O que é educação financeira?

A educação financeira é o processo de adquirir conhecimentos e habilidades que capacitam a pessoa a gerenciar suas finanças de forma consciente e segura, promovendo maior estabilidade econômica e qualidade de vida. Ou seja, é aprender a cuidar bem do seu dinheiro.

A educação financeira ensina o indivíduo sobre como ganhar, gastar, poupar e investir seu dinheiro de maneira inteligente. Isso ajuda a organizar melhor as finanças, evitar dívidas, realizar sonhos e viver com mais tranquilidade.

Quanto mais educada financeiramente a pessoa for, mais preparada ela estará para tomar boas decisões com seu dinheiro no dia a dia.

Importante destacar que a educação financeira deve ser um processo contínuo, que envolve o desenvolvimento de habilidades e atitudes para lidar com o dinheiro de forma eficaz. Desta forma, ela capacita o indivíduo a compreender conceitos como orçamento, poupança, investimentos e planejamento financeiro, permitindo que tome decisões mais alinhadas com seus objetivos pessoais e familiares.​

 

Quais os pilares da educação financeira?

A educação financeira é sustentada por 4 pilares principais, que são fundamentais para orientar o indivíduo a fazer uma boa gestão das suas finanças pessoais.

Entenda melhor cada um deles:

1.   Planejamento financeiro

O primeiro pilar consiste na criação de um planejamento financeiro eficaz. Para isso, é necessário saber qual é a sua receita mensal, identificar seus gastos e categorizá-los, além de estabelecer metas financeiras claras.

Para começar seu planejamento financeiro, você deve:

  1. Registrar suas receitas e despesas: faça uma lista com todas as suas fontes de receita, como salário, vale alimentação, vale refeição, freelancers, aluguéis etc. Depois, liste todas as suas despesas mensais, como aluguel, contas, mensalidades, mercado, gastos com saúde, lazer, vestuário, dentre outros.
  2. Categorizar as despesas: depois de ter todos os gastos registrados em planilha, crie categorias para cada tipo de gasto, como contas, alimentação, saúde, lazer, dívidas, investimentos, doações etc.

Com isso, será possível analisar os gastos de acordo com cada categoria e entender onde você está gastando mais e se é possível reduzir os gastos nesta categoria específica.

  1. Definir suas metas: depois de ter tudo isso anotado, é importante definir uma meta ou objetivos financeiros tangíveis, como pagar dívidas, realizar uma viagem, comprar um imóvel ou automóvel, por exemplo.
  2. Planejar seu orçamento: ao saber quanto você ganha por mês e quanto gasta em cada categoria, fica muito mais fácil organizar um orçamento mensal, separando quanto deve gastar com cada coisa e priorizando as despesas. Isso vai ajudar a evitar compras por impulso e dívidas inesperadas.
  3. Ajustar o seu orçamento: como o planejamento financeiro não é algo estático, afinal suas necessidades mudam ao longo do tempo, é importante sempre revisá-lo para garantir que esteja alinhado com suas mudanças financeiras e pessoais.

2.   Poupança e investimento

Poupar e investir também são duas práticas muito importantes para ter uma vida financeira saudável. Mas, apesar de muitas pessoas acreditarem que sejam sinônimos, esses dois termos são bastante diferentes entre si.

Poupar significa reservar parte da sua renda para objetivos futuros ou para casos de emergência. Sendo assim, a poupança é capaz de proporcionar uma maior segurança financeira e a capacidade de lidar com imprevistos financeiros.

Porém, poupar parte do seu dinheiro não é o suficiente, é importante também investi-lo para que ele gere retorno financeiro ao longo do tempo. Ou seja, quando o dinheiro poupado é investido, ele passa a trabalhar para você, aumentando o seu capital com o passar do tempo.

Para começar a aplicar este pilar:

  • Crie uma reserva de emergência: junte o valor equivalente a pelo menos três a seis meses das suas despesas essenciais. Assim, você estará preparado financeiramente caso ocorra algum imprevisto.
  • Conheça os principais tipos de investimentos: entenda quais são os tipos de investimentos disponíveis no mercado, como renda fixa, renda variável e fundos de investimentos, por exemplo.
  • Descubra o seu perfil de investidor: ao saber qual é o seu perfil de investidor, ficará muito mais fácil decidir onde aplicar o seu dinheiro para atingir seus objetivos.
  • Diversifique seus investimentos: distribua seu dinheiro em diferentes tipos de investimentos. Assim, você reduzirá os riscos e potencializará os seus ganhos.

3.   Uso responsável do crédito

O terceiro pilar está relacionado ao uso das alternativas de crédito de forma consciente e estratégica. Utilizar o crédito de forma responsável significa compreender que ele não é uma extensão da sua renda, mas sim um recurso que deve ser utilizado com cautela e planejamento.

Para começar a utilizar o crédito de forma mais responsável:

  • Avalie a real necessidade do crédito: antes de contratar o crédito, analise se criar esta dívida é realmente necessário e se não há outras alternativas mais viáveis.
  • Considere sua capacidade de pagamento: certifique-se de que as parcelas cabem no seu orçamento e se você conseguirá pagar todas as parcelas sem comprometer outras despesas essenciais.
  • Compare as diferentes opções de crédito: antes de contratar, faça uma pesquisa aprofundada de todas as opções disponíveis, comparando taxas de juros, prazos de pagamento e as condições oferecidas por cada instituição financeira.
  • Evite o uso frequente do crédito: não recorra ao crédito para cobrir gastos recorrentes e despesas cotidianas. Essa atitude pode levar ao endividamento excessivo, prejudicando a sua saúde financeira a longo prazo.

4.   Consumo responsável

Por fim, este pilar está ligado à tomada de decisões financeiras conscientes, gerenciando o seu dinheiro de forma mais eficaz. Para praticar este consumo responsável, você pode adotar algumas estratégias, como:

  • Evitar compras por impulso: antes de comprar, reflita sobre a real necessidade daquele produto ou serviço.
  • Saber diferenciar necessidade de desejo: assim, você pode priorizar os gastos que atendam às suas necessidades básicas e objetivos financeiros.
  • Pesquisar antes de comprar: compare o preço em diferentes lojas, bem como as condições de pagamento oferecidas e a qualidade do produto ou serviço.
  • Buscar cupons de desconto: utilize cupons de desconto para economizar nas compras. Mas cuidado com os descontos e ofertas! Utilize-os apenas quando estiverem alinhados com as suas necessidades e seu planejamento.
  • Entender os termos e condições ao contratar produtos financeiros: entenda todas as cláusulas antes de contratar serviços como empréstimos, financiamentos ou cartões de crédito.

 

Qual a importância da educação financeira?

A educação financeira apresenta um papel importante tanto para o bem-estar individual como da sociedade como um todo.

Confira a seguir de que forma a educação financeira contribui positivamente para a vida pessoal, profissional e social dos indivíduos:

Planejamento financeiro

Compreender os conceitos econômicos básicos e mais avançados, como orçamento, investimentos, empréstimos e taxas de juros, é essencial para que o indivíduo organize suas finanças pessoais e equilibre suas receitas e despesas. Isso contribui para uma vida financeira mais saudável e segura, além de evitar o endividamento excessivo.

Autonomia e empoderamento

A partir do momento que a pessoa adquire mais conhecimento financeiro, ela passa a ter maior autonomia para tomar decisões financeiras informadas. Isso diminui o risco de cair em golpes e armadilhas financeiras, além de permitir que aproveite melhor as oportunidades de crescimento que surgirem.

Realização de objetivos pessoais

Quanto maior a educação financeira do indivíduo, melhor ele consegue estipular e alcançar suas metas e objetivos pessoais, como a compra de um carro ou imóvel, uma viagem ou mesmo criar uma reserva para a aposentadoria.

Melhoria da qualidade de vida

Ao ter uma melhor gestão financeira, a pessoa consegue equilibrar seus ganhos e despesas, o que evita o endividamento excessivo. Reduzindo o estresse causado pelas dívidas e outras preocupações econômicas, é possível ter um maior bem-estar emocional e mental, o que proporciona uma vida mais tranquila e segura.

Contribuição para uma sociedade mais justa

A educação financeira também é capaz de promover a inclusão econômica dos indivíduos e reduzir a desigualdade social. Desta forma, as pessoas podem participar melhor da economia financeira e ter oportunidades mais semelhantes.

Prevenção de golpes e fraudes

Quanto mais conhecimento as pessoas têm sobre os direitos do consumidor e o funcionamento dos diferentes serviços financeiros, menos elas estarão suscetíveis a cair em golpes e fraudes financeiras, o que as ajudará a proteger o seu patrimônio.

 

Papel da educação financeira na cidadania financeira

A cidadania financeira é um conceito utilizado pelo Banco Central do Brasil que se refere ao exercício dos direitos e deveres da sociedade em relação à sua vida financeira. Ela é formada por quatro pilares: educação financeira, inclusão financeira, proteção ao consumidor e participação do consumidor.

Desta forma, a educação financeira é responsável por oferecer o conhecimento necessário para que o indivíduo possa exercer seus direitos e deveres financeiros de forma segura, informada e responsável.

Sem a educação financeira, as pessoas ficam muito mais propensas a tomar decisões inadequadas que as levarão a contrair dívidas excessivas, prejudicando sua vida financeira.

 

Qual o papel das instituições financeiras na promoção da educação financeira?

As instituições financeiras têm um papel fundamental para a disseminação da educação financeira na sociedade, tornando-a mais consciente e preparada para tomar decisões financeiras responsáveis.

Inclusive, em dezembro de 2023, o Banco Central do Brasil, junto com o Conselho Monetário Nacional (CMN), publicou a Resolução Conjunta nº 8, que estabelece que, a partir de julho de 2024, todas as instituições financeiras e de pagamento autorizadas pelo BCB devem implementar medidas de educação financeira voltadas para seus clientes.

Para atender às diretrizes estabelecidas pela Resolução Conjunta nº 8 do Banco Central do Brasil, as instituições financeiras devem implementar ações que contribuam para a organização e planejamento do orçamento pessoal e familiar.

Exemplos de ações que as instituições financeiras podem adotar incluem:​

  • Conteúdos explicativos sobre produtos e serviços financeiros;
  • Programas de capacitação e workshops;
  • Ferramentas de planejamento financeiro;
  • Campanhas de conscientização;
  • Atendimento personalizado.

 

Compromisso do Digio com a educação financeira

O Digio entende que possui um papel importante na promoção da cidadania financeira e da educação financeira. Por isso, promovemos diversas iniciativas cujo objetivo principal é fazer com que os consumidores tenham pleno conhecimento sobre todos os produtos e serviços financeiros, permitindo que os utilizem de forma adequada.

Em nosso blog temos diversos conteúdos explicativos sobre os mais diversos produtos e serviços financeiros. Ao navegar pelos conteúdos, é possível aprender tudo sobre conta digital, cartão de crédito, investimentos, empréstimos, segurança financeira e outros temas importantes.

E, pensando em ajudar nossos clientes a melhorarem sua educação financeira, também enviamos dicas de como fugir do endividamento e como pagar suas dívidas de forma mais rápida.

 

5 dicas para melhorar a educação financeira

E para te ajudar a aperfeiçoar cada vez mais a sua educação financeira, preparamos algumas dicas para você aplicar no dia a dia. Confira a seguir!

1.   Estabeleça metas financeiras claras

Definir objetivos específicos é o primeiro passo para uma gestão financeira eficaz.

Por isso, ao invés de estabelecer metas muito vagas como “quero economizar”, opte por criar objetivos mensuráveis, como “economizar R$ 5.000 em 12 meses para uma viagem”.

Ao estabelecer uma meta específica com um prazo, fica muito mais fácil manter o foco e motivação, além de permitir um planejamento e acompanhamento dos resultados.

2.   Faça uma planilha de gastos

Controlar suas finanças é fundamental. Registre todas as suas receitas e despesas em uma planilha, aplicativo ou caderno. Essa prática ajuda a identificar padrões de consumo, áreas onde é possível economizar e evitar surpresas no final do mês.

3.   Crie o hábito do estudo

Aprofunde seus conhecimentos sobre finanças pessoais. Para isso, leia livros, participe de cursos, assista a vídeos educativos e acompanhe blogs especializados, como o Blog do Digio.

Compreender conceitos como orçamento, investimentos e crédito é crucial para tomar decisões financeiras informadas.

4.   Poupe dinheiro todos os meses

Crie o hábito de reservar uma parte da sua renda mensal para aplicar em um investimento. Mesmo que seja um valor pequeno, a consistência é mais importante do que o montante inicial. Essa prática proporciona maior segurança financeira e te prepara para possíveis imprevistos.

5.   Diversifique seus investimentos

Cada tipo de investimento possui suas características próprias, o que os tornam ideais para diferentes tipos de objetivos. Por isso, identifique essas particularidades de cada um e invista naqueles que fazem sentido para você.

Por exemplo, para a reserva de emergência, opte por um investimento de liquidez diária. Já para a aposentadoria, prefira uma aplicação com retirada para daqui alguns anos, o que permitirá retornos maiores.

Quer saber mais sobre educação financeira e outros pilares da cidadania financeira? Navegue em nosso blog e confira outros conteúdos educativos sobre esses e outros temas!


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