Fraude no INSS: entenda o escândalo que gerou descontos indevidos na aposentadoria

Fraude no INSS: entenda o escândalo que gerou descontos indevidos na aposentadoria

Durante os últimos meses, a fraude no INSS foi pauta dos principais jornais e portais de notícias, não apenas por sua natureza bilionária, mas também pelo alcance dos prejuízos.

Foi descoberta uma operação bilionária envolvendo descontos aplicados diretamente nos benefícios dos aposentados e pensionistas, uma prática que expôs milhões de brasileiros a perdas financeiras sem que eles sequer tivessem conhecimento.

Mas, apesar da grande quantidade de informações surgindo sobre o assunto, muitas pessoas ainda estão com dúvidas e sem entender o que exatamente aconteceu e como agir em caso de suspeitas de ter sido vítima dessa fraude.

Por isso, preparamos um conteúdo completo e didático para você entender em detalhes como esse esquema funcionava, quem está sendo responsabilizado, quais foram as ações adotadas até agora e o que continua sendo feito para proteger os beneficiários do INSS.

Continue a leitura para entender tudo sobre esse assunto.

 

O que foi a fraude no INSS?

A fraude no INSS foi um esquema sofisticado e de grandes proporções em que aposentados e pensionistas tiveram seus benefícios reduzidos sem qualquer autorização.

Esse golpe consistiu na aplicação de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, cobrando mensalidades associativas, supostos planos de saúde, assessoria jurídica e até empréstimos consignados sem a autorização ou conhecimento prévio dos beneficiários.

No total, estima-se que aproximadamente R$ 6,3 bilhões foram desviados entre os anos de 2019 e 2024, prejudicando cerca de 4,1 milhões de brasileiros.

O caso veio à tona em abril de 2025 com a deflagração da Operação “Sem Desconto”, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Até o momento, foram cumpridos 211 mandados de busca e apreensão em 13 estados e no Distrito Federal, além de mandados de prisão, apreensão de bens e afastamento de servidores do INSS envolvidos.

 

Como funcionava esse esquema de fraude no INSS?

Esse esquema de fraude no INSS baseou-se em descontos indevidos na aposentadoria e pensões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social. Estavam envolvidos nesse escândalo associações e sindicatos, além de lobistas, servidores e agentes do INSS.

A seguir, entenda melhor como esse esquema funcionava:

1.   Acordos com associações/sindicatos

Diversas entidades, como sindicatos e associações, firmavam Acordos de Cooperação Técnica (ACT) com o INSS, autorizando o desconto em folha para supostos serviços que, muitas vezes, nem existiam ou funcionavam com uma estrutura precária, como assessoria jurídica, planos de saúde e academias.

2.   Filiações e autorizações falsas

Muitas dessas instituições foram criadas exclusivamente para aplicar essa fraude. Os golpistas manipulavam assinaturas eletrônicas, falsificavam documentos e habilitavam benefícios de forma ilegal, cadastrando aposentados sem direito ou consentimento.

3.   Falhas na validação biométrica

Apesar de existir a exigência de biometria facial pelo Dataprev, o INSS permitiu um processo alternativo sem verificação oficial, o que facilitou a inclusão de beneficiários no esquema sem uma checagem mais rigorosa.

Essa foi uma das ações que permitiu que a fraude se espalhasse com maior facilidade e se tornasse um esquema de grande escala.

4.   Progressão explosiva dos valores

Ao longo dos anos, os descontos cresceram disparadamente, indo de R$ 617 milhões em 2019 para R$ 2,8 bilhões em 2024. Esse aumento levantou fortes suspeitas e chamou atenção da CGU, que acionou a Polícia Federal para iniciar investigações mais intensas sobre o caso.

5.   Estrutura de call center (“SAC das fraudes”)

Uma ex-funcionária revelou que havia um call center ligado ao esquema, composto por atendentes que usavam roteiros para tranquilizar as vítimas, prometendo reembolsos que nunca ocorriam.

Ao receberem ligações dos aposentados e pensionistas reclamando sobre os descontos indevidos, eles tinham que seguir o roteiro que incluía justificativas enganosas para os descontos. Um exemplo disso era dizerem que os descontos poderiam ter sido autorizados via WhatsApp, telemarketing ou ao assinar algum tipo de contrato.

Segundo essa ex-funcionária, eles também deveriam dar prazos para que o reembolso fosse feito. Inicialmente, esse prazo era de 10 dias e depois aumentava para 20 ou 30 dias. No início, algumas pessoas conseguiram o ressarcimento, porém, com o tempo, a devolução do valor passou a ficar cada vez menos frequente.

É importante ressaltar que, na época, os próprios funcionários do call center não sabiam que essa estrutura em que trabalhavam estava ligada a qualquer tipo de golpe.

6.   Participação de lobistas e corrupção interna

O esquema contava com participação ativa de lobistas, como Antônio Carlos Camilo Antunes (conhecido como o “Careca do INSS”), que foi apontado pela PF como o articulador central da fraude.

Relatórios indicam que ele teria recebido R$ 53,9 milhões de entidades associadas e retinha comissões de até 27,5% sobre os valores descontados, repassando verbas a servidores do INSS para facilitar a irregularidade nos sistemas internos e viabilizar o golpe.

 

De quanto foi o prejuízo causado por esse escândalo?

O impacto financeiro da fraude no INSS foi enorme, sendo considerado um dos maiores escândalos já registrados na história da Previdência Social do Brasil.

O prejuízo total estimado chegou a aproximadamente R$ 6,3 bilhões, valor que corresponde a descontos irregulares efetuados entre os anos de 2019 e 2024 diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas.

Esse montante foi identificado pela Controladoria Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal (PF) durante as investigações, com base em auditorias, perícias financeiras e cruzamentos de dados do sistema do INSS.

Desse total, a maior parte foi acumulada nos dois últimos anos do período investigado. Aproximadamente 64% desses R$ 6,3 bilhões foram cobrados irregularmente apenas nos anos de 2023 e 2024. Isso significa que quase R$ 4 bilhões foram retirados de forma indevida nestes dois anos, apesar do esquema estar em operação desde 2019.

Além do valor bilionário, estima-se que cerca de 4,1 milhões de beneficiários foram prejudicados pelos descontos indevidos. Esse número indica que grande parte da população aposentada e pensionista foi impactada por esses descontos que jamais autorizaram.

Ainda, para se ter uma ideia, hoje o teto do benefício do INSS é de R$ 7.507,49. Portanto, o total fraudado equivale a mais de 840 mil benefícios mensais completos.

 

É possível ressarcir o valor do desconto indevido na aposentadoria?

Sim, é totalmente possível solicitar o ressarcimento dos descontos indevidos aplicados sobre o valor do seu benefício do INSS.

Inclusive, esse procedimento foi simplificado e agilizado pelo próprio instituto, garantindo que os valores sejam devolvidos diretamente na conta do segurado, sem a necessidade de contratar um advogado ou de entrar com qualquer tipo de ação judicial.

Todo o processo é gratuito e sem taxas administrativas, podendo ser contestado diretamente pelo app ou site Meu INSS, ou via telefone, pelo número 135.

O valor integral dos descontos indevidos dos últimos 5 anos serão devolvidos em uma única parcela para cada segurado. Os pagamentos também serão feitos com correção monetária, respeitando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA-E).

 

Como solicitar o ressarcimento do desconto indevido?

Para solicitar o ressarcimento do desconto indevido é muito simples, podendo ser feito diretamente pelo site oficial ou app Meu INSS, pelo telefone 135 ou mesmo em agências dos Correios.

Veja a seguir as etapas envolvidas nesse processo:

Notificação e contestação

A partir de 13 de maio de 2025, o INSS iniciou o envio de notificações via Meu INSS aos beneficiários que apresentaram descontos suspeitos. Essas notificações aparecem como alertas no app e no site, informando nome da entidade responsável e os valores envolvidos.

Ao receber a notificação, o beneficiário deve acessar a opção “Consultar Descontos de Entidades Associativas” no app ou site do Meu INSS, ou ligar para o 135. Depois, é necessário identificar o débito e selecionar que não autorizou o desconto.

Ao realizar essas etapas, o processo de contestação é iniciado automaticamente.

Defesa da entidade e devolução

A entidade responsável pelo desconto tem até 15 dias úteis para comprovar que houve autorização válida do beneficiário para que o desconto fosse realizado. Caso não haja comprovação dentro deste prazo, a instituição tem mais 5 dias úteis para devolver o valor descontado ao INSS.

Após o INSS receber a devolução, o valor corrigido pela inflação (IPCA) é depositado na conta do benefício do pensionista ou aposentado.

Cronograma de pagamentos

As primeiras restituições estão previstas para começar a partir de 24 de julho de 2025, com pagamentos programados em lotes quinzenais (24/07, 09/08 e 24/08) para cerca de 1,5 milhão de beneficiários por lote.

Beneficiários que contestaram anteriormente e tiveram seus casos analisados já começaram a receber os valores na folha de pagamento, em maio e junho — com cerca de R$ 292 milhões devolvidos entre 26/05 e 06/06, conforme calendário do INSS.

Os valores processados até o momento alcançam mais de 3,4 milhões de beneficiários, e há previsão de que novos lotes sejam liberados seguindo a ordem de solicitação feita pelos segurados.

Embora ainda não haja data exata para a conclusão total dos pagamentos, o governo estabeleceu 31 de dezembro de 2025 como prazo limite para finalizar todas as restituições.

 

Quais foram as medidas tomadas até o momento em relação a essa fraude?

Desde a descoberta do escândalo, o governo federal e órgãos de controle implementaram uma série de ações, visando desarticular o esquema, recuperar os valores subtraídos e reforçar a proteção dos beneficiários.

Até o momento, as principais ações tomadas são:

Operação “Sem Desconto”

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sem Desconto, cumprindo 211 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária em 13 estados e no Distrito Federal, com foco em servidores do INSS, lobistas e entidades suspeitas.

Além disso, também houve o afastamento imediato do presidente do INSS para garantir a imparcialidade das investigações.

Bloqueio de bens dos envolvidos

Com o objetivo de garantir recursos para ressarcir os beneficiários que foram vítima dessa fraude, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu o bloqueio de cerca de R$ 2,56 bilhões em bens de 12 entidades consideradas como o “núcleo da fraude”.

Além disso, aproximadamente R$ 119 milhões foram bloqueados de empresas e sócios envolvidos, para garantir verba que viabilize o ressarcimento às vítimas.

Suspensão e retenção de novos descontos

A CGU determinou a suspensão imediata de todos os convênios que permitissem descontos associativos assim que a Operação foi iniciada em abril. Além disso, o INSS reteve os valores programados para serem descontados em maio, garantindo que nenhum novo desconto indevido fosse executado.

Abertura de ressarcimento e devolução aos segurados

Em 14 de maio, o INSS abriu sistema de contestações e devoluções, com notificações enviadas via app “Meu INSS” e site aos beneficiários afetados pela fraude.

Até 12 de junho, cerca de R$ 292 milhões já haviam sido devolvidos diretamente nas folhas dos segurados, e a expectativa é concluir todo o ressarcimento até 31 de dezembro de 2025.

Responsabilização administrativa e política

O então presidente do INSS foi afastado, abrindo espaço para que o novo presidente da instituição abrisse uma investigação interna mais aprofundada. O ministro da Previdência também foi alterado, com críticas sobre a omissão sobre a forma como o caso foi encaminhado inicialmente.

Ainda, o Congresso derrubou a Medida Provisória 871/2019, que facilitava a inclusão de descontos em folha, dificultando o controle desses abatimentos.

Ações judiciais e investigação no STF

A PF segue levantando provas sigilosas, com ainda muito material a ser analisado, segundo declarações do ministro da CGU.

Além disso, em 17 de junho de 2025, o Congresso instaurou a CPMI do INSS, uma comissão mista para aprofundar a investigação legislativa sobre o caso. O STF também abriu um inquérito para investigar o envolvimento de autoridades com foro privilegiado no esquema.

Reforço nas regras de controle

O INSS passou a exigir biometria facial da Dataprev para autorizar qualquer tipo de novo consignado, com o objetivo de aumentar a segurança e dificultar fraudes futuras.

Houve também a suspensão das operações do programa “Meu INSS Vale+” devido a indícios de irregularidades e descumprimento de normas contratuais.

Por fim, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e diferentes bancos firmaram pactos com o governo para reforçar os controles na concessão de crédito consignado, aumentando a segurança do sistema.

Como saber se eu caí na fraude do INSS?

Para saber se você foi afetado pela fraude do INSS, é preciso consultar seu extrato pelos canais oficiais: o aplicativo ou site Meu INSS. Também é possível ligar para a central de atendimento pelo número 135.

Para verificar por meio do app ou site Meu INSS, siga os passos abaixo:

  1. Acesse o site ou o aplicativo Meu INSS, disponível para dispositivos Android iOS;
  2. Faça login com CPF e senha Gov.br;
  3. Acesse “Extrato de benefício” ou “Extrato de pagamento”;
  4. Selecione seu benefício para ver os detalhes dos descontos;
  5. Procure por termos como “mensalidade associativa” ou “débito associação”, com valores de desconto recorrentes, geralmente entre R$ 40 e R$ 120. Além disso, também verifique se há algum valor descontado referente a parcelas de consignado que você não contratou.

Lembrando que o INSS também emitiu comunicados oficiais aos beneficiários com descontos suspeitos por meio desses dois canais. Portanto, certifique-se se você já não foi notificado pela instituição.

O que fazer se encontrar desconto suspeito?

Se identificar qualquer tipo de “mensalidade associativa” ou outro tipo de desconto que você nunca autorizou, o recomendado é realizar uma das seguintes operações:

  1. Buscar o serviço “Excluir mensalidade associativa” ou “Solicitar bloqueio ou desbloqueio de mensalidade” no app ou site do INSS e seguir o passo a passo indicado;
  2. Solicitar a exclusão da mensalidade associativa pela Central do INSS pelo número 135. A ligação é gratuita de telefones fixos.

Ao pedir a exclusão, a entidade que fez o desconto tem até 15 dias úteis para comprovar a autorização. Caso não tenha como comprovar, ela deverá devolver o valor descontado ao INSS, que fará o depósito diretamente na sua conta.

 

Dicas para não cair em fraudes do INSS

A melhor forma de prevenir ser vítima de golpes relacionados ao INSS é buscando conhecimento em relação aos diferentes golpes aplicados pelos criminosos.

Por isso, confira uma série de dicas essenciais que preparamos para que você possa proteger o seu benefício:

1.   Proteja os seus dados

Jamais compartilhe login, senha ou códigos de acesso de qualquer conta, principalmente aquelas relacionadas a contas bancárias e de órgãos como o INSS. Esses dados são frequentemente utilizados pelos golpistas para invadir contas e contratar empréstimos fraudulentos.

Além disso, utilize senhas fortes e únicas, com combinações de letras, números e caracteres especiais. Ter uma boa senha é um ótimo mecanismo de defesa contra diversos tipos de golpes.

2.   Não clique em links suspeitos

Criminosos frequentemente simulam ser atendentes do INSS ou de bancos, dizendo que seu benefício será bloqueado ou que é necessário realizar uma atualização do seu cadastro.

Por isso, é bom ressaltar que o INSS e as instituições financeiras jamais solicitam dados pessoais, fotos de documentos ou pagamento de taxas por telefone, SMS ou WhatsApp.

Se receber qualquer mensagem suspeita, não clique em links e não forneça nenhum dado. Nesses casos, o recomendado é desligar o telefonema e procurar os canais oficiais do INSS (app/site do Meu INSS ou telefone 135) ou do seu banco.

3.   Monitore seu benefício com frequência

Confira mensalmente o seu extrato de pagamento via Meu INSS e verifique atentamente se há algum desconto recorrente com termos como “mensalidade associativa”, “consignado” ou qualquer outro desconto que você não reconheça.

Se identificar qualquer desconto estranho, conteste imediatamente via app Meu INSS ou 135. Também é possível registrar reclamação na ouvidoria do INSS ou no Portal consumidor.gov.br

Também é bom ressaltar que o recomendado é acessar essas informações utilizando apenas o app Meu INSS ou o site Gov.br. Evite acessá-las por links externos ou aplicativos não oficiais, que podem oferecer algum risco à integridade dos seus dados e da sua conta.

4.   Desconfie de ofertas muito vantajosas

Golpes comuns relacionados ao INSS envolvem promessas como o adiantamento do 13º salário, liberação de atrasados ou consignados com ofertas muito vantajosas.

Ao aplicar esse tipo de golpe, o criminoso sempre exige o pagamento antecipado de uma taxa ou o envio de dados sensíveis. Nunca pague taxas antecipadas ou boletos para liberar benefícios. O INSS ou qualquer instituição financeira séria não exige nenhum tipo de pagamento antecipado.

Ainda, desconfie sempre que receber qualquer tipo de mensagem ou ligação dizendo ser do INSS. O único canal oficial de notificação é o site e aplicativo Meu INSS.

5.   Cuide da sua segurança digital

Evite utilizar redes Wi-Fi públicas para acessar o Meu INSS ou qualquer aplicativo bancário. Essas redes abertas são mais vulneráveis a interceptações. Caso precise utilizar esse tipo de rede, certifique-se de usar um VPN confiável para reduzir as chances de interceptação de dados.

Para reforçar sua segurança, tenha um antivírus atualizado em seus dispositivos (celular, notebook e tablet, por exemplo) e mantenha os sistemas operacionais com as últimas versões instaladas. Isso ajuda a bloquear malwares e impedir que seus dados sejam roubados.

6.   Descarte seus dados com segurança

Sempre que for descartar qualquer tipo de documento antigo, sejam contas e boletos, extratos bancários, extratos do INSS ou mesmo cartões de crédito vencidos, destrua-os com cuidado. Rasgue os documentos e descarte-os de forma a garantir a segurança de todos os seus dados ali informados.

Além disso, lembre-se de apagar todos os dados pessoais armazenados em dispositivos que serão vendidos, doados ou emprestados, como pen-drives, celulares e HDs. Eles podem conter informações sensíveis que podem ser utilizadas por criminosos para aplicar golpes.

 

Para se aprofundar no assunto, acesse este artigo e conheça os tipos de golpes financeiros mais comuns e saiba como se proteger.


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