Renda variável: tudo o que você precisa saber para investir

Renda variável: tudo o que você precisa saber para investir

O mundo das aplicações financeiras é dividido em dois tipos de investimento, os de renda fixa e os de renda variável. Hoje vamos falar sobre como funciona a segunda opção do jeito Digio, sem complicação e termos do economês.

Ficou interessado? Então não tire o olho da tela!

O que são os investimentos em renda variável?

O investimento em renda variável é uma opção menos comum para quem está iniciando no mundo das aplicações financeiras, como é o caso da Renda Fixa.

Isso ocorre por eles não terem a previsão de rendimento no momento da aplicação, ou seja, você realiza o investimento sem ter certeza se ele trará lucro ou prejuízo ao longo do tempo.

Um detalhe importante de ressaltar quando o assunto é renda variável, é que a relação entre o rendimento e o risco aumenta, permitindo que você corra mais risco para ganhar mais dinheiro.

Isso acontece por ele possuir volatilidade pautada em diferentes fatores, como comportamento de empresas no setor de atuação, cenário político e econômico de um país e outros.

Conheça a seguir as principais opções de investimento em renda variável:

O que são Ações?

Você já deve ter ouvido por aí que pode comprar uma ação para se tornar sócio de uma empresa, certo? Isso é verdade e ocorre quando a empresa abre seu capital (valor monetário da empresa) em uma bolsa de valores (mercado onde se negocia ações) para que qualquer pessoa que acredite no crescimento dela invista seu dinheiro.

Em outras palavras, investir em ação é acreditar que aquela empresa irá crescer e o valor daquela parte que você comprou irá valer mais quando você for vender. Confira um exemplo fictício para entender melhor:

Vamos supor que a ação da empresa A está valendo hoje R$ 100,00. Depois de estudar muito sobre a empresa e o mercado que ela atua, você chegou à conclusão de que ela irá ampliar sua atuação, conquistar clientes, aumentar seu faturamento e atrair mais investidores, fazendo com que a procura pela ação cresça e, por isso, comprou 2 ações.

Após um determinado período, a empresa A realmente cresceu muito, e o valor de cada ação passou a ser R$ 1000.

Nesse exemplo, o valor da ação teve crescimento percentual de 1000%, ou seja, se você optasse por vender essa ação nesse momento, teria um lucro bruto (sem descontar impostos ou possíveis taxas que a instituição financeira que viabilizou a compra possa cobrar) de R$ 900 por ação.

Bacana né? Mas muita calma nessa hora, o final dessa história poderia sem muito diferente!

Isso porque, como falamos acima, ao mesmo tempo que os investimentos em renda variável permitem que o seu rendimento seja maior, podem trazer mais risco!

Seguindo o exemplo acima, vamos supor que, ao invés de crescer, a empresa A se envolveu em um escândalo e, com isso, sua ação passou a valer R$ 10. Optando por vender agora você teria prejuízo de R$ 90 por ação.

Percebeu como a relação entre rendimento e risco estão diretamente ligadas? Por isso, antes de investir em uma empresa, é importante conhecê-la a fundo, analisar como está sua reputação e outros indicadores que ela está no caminho certo!

O que é bolsa de valores?

A bolsa de valores é o mercado onde as empresas e os investidores negociam ações. É comum ver em filmes mais antigos um salão com muitas pessoas falando no telefone, com pilhas e mais pilhas de papeis em cima da mesa, o que não representa mais a realidade.

Atualmente não é mais necessário se locomover ou telefonar para uma corretora para comprar uma ação, você pode fazer isso com o seu celular.

O que é o BDR de uma ação?

Cada empresa só pode oferecer suas ações em uma das 18 bolsas de valores espalhadas pelo planeta, e o BDR serve para facilitar a compra de uma ação do exterior aqui no Brasil.

É isso mesmo, já pensou ser sócio de empresas como Google (GOOG43), Apple (AAPL34) ou Disney (DISB34)? Com o Brazilian Depositary Receipts (BDR) você pode!

O que são Fundos de investimento?

Os fundos de investimento são considerados um tipo de aplicação financeira capaz de agradar todas classes de investidores, do perfil conservado ao mais arrojado. Isso porque, além de serem simples de entender e de investir, contam com a gestão de investidores experientes.

Basicamente, os fundos de investimentos reúnem o dinheiro de várias pessoas ou empresas para aplicar no mercado financeiro e assim dividir os ganhos ou prejuízos obtidos entre os participantes, na mesma proporção do valor depositado.

A soma de todo valor depositado pelos investidores representa o patrimônio do fundo, que é aplicado conforme os objetivos e políticas definidas pelo gestor, que poder ser um profissional ou uma empresa do ramo. Vale ressaltar que mesmo contando com gestão de investidores experientes, esse tipo de investimento pode ser bem-sucedido, e trazer lucro para os participantes, ou não, e gerar prejuízo.

Por isso, antes de escolher um fundo de investimento é importante que você confira atentamente quais são os objetivos e políticas de investimento e analise a valorização ou desvalorização das cotas dos fundos. Outro ponto também a ser avaliado é o perfil do fundo é arrojado ou conservador para que você entenda o nível de risco que deseja tomar ao investir.

O que são Fundos imobiliários?

Tenho certeza que você tem algum familiar ou amigo que vive do rendimento proveniente do aluguel de imóveis, correto? Os fundos imobiliários funcionam basicamente da mesma forma, mas com diferença em dois pontos muito importantes: o valor inicial de investimento e a liquidez desse dinheiro, ou seja, o tempo necessário para você fazer o resgate e usá-lo como quiser.

Os fundos imobiliários funcionam da seguinte forma: imagine um grupo de pessoas que quer construir ou comprar um prédio para alugar. Nenhuma delas possui o valor total para realizar a compra do imóvel, mas juntas isso se torna possível.

Para isso criaram um fundo e dividiram o valor total do imóvel em pequenos pedaços, conhecidos como cotas. Depois de definir quanto custa cada cota, é determinado o dividendo pago, em outras palavras, quanto por cento do valor investido na aquisição do pedaço do prédio será pago mensalmente ou semestralmente a cada integrante do grupo.

Pronto, agora cada integrante do grupo pode comprar um pedaço e receber um “aluguel”, sem a necessidade de investir um grande valor, com a possibilidade de vender seu pedaço muito mais rápido do que um imóvel e, o melhor, com muito menos burocracia, já que essa parte fica por conta do gestor do fundo.

Qual é o risco de investir em fundo imobiliários?

Os dividendos de um fundo mobiliários podem ser comprometidos por diversos fatores. Os mais comuns são a vacância, períodos em que o imóvel fica sem nenhum inquilino e as contas fixas como condomínio e IPTU continuam sendo pagas, custos de determinados tipos de reformas, e a inadimplência, que nada mais é quando o locador do espaço não paga o aluguel combinado.

O que são Criptomoedas?

O investimento em criptomoedas estão cada vez mais em alta e causando muita controvérsia. Para compreender como elas funcionam, é necessário entender como surgiram, vem comigo.

As criptomoedas surgiram com a criação da Blockchain, que, em poucas palavras, nada mais é do que um grande livro de registro virtual e anônimo. Não se sabe ao certo quem foi o criador desse programa, apenas que foi criado na China em meados de 2011.

Nesse livro de registro anônimo, não é necessário deixar seu nome, CPF, endereço ou qualquer outra informação particular. Para acessar, bastar criar um login e senha. Nesse mesmo período e ligada ao Blockchain, foi criada a primeira e mais famosa criptomoeda, o Bitcoin.

Em um primeiro momento pode parecer que essa moeda funciona de maneira muito parecida com o dinheiro que temos hoje, como o Real e o Dólar. Mas quando olhada de perto percebe-se algumas diferenças bem significantes.

Voltando na história, o dinheiro foi criado para substitui o escambo, quando a compra e venda que conhecemos hoje funcionava por meio de trocas. Depois de muito tempo a primeira moeda, o ouro, foi sendo substituída por outros metais ou papel, permitindo que cada região do mundo tivesse sua própria moeda.

Isso significa que, o dinheiro começou a valer de acordo com a percepção de valor que cada produto tem, possibilitando principalmente a tangibilização, centralização e o câmbio entra entre as diversas moedas existentes.

O Bitcoin, assim como a maioria das outras criptomoedas, funciona de forma bem diferente, principalmente por ser descentralizada e irrastreável.

A primeira característica significa que, diferente de como é feito no Brasil pelo Banco Central (BACEN), não existe um órgão ou entidade que centraliza todas as transações com essa moeda. Isso é feito pelos mineradores de criptomoedas. Em outras palavras, as transações são processadas por diversos computadores até chegar no livro de registro virtual, a Blockchain.

O fato deles serem irrastreáveis, ocorre justamente por esse livro de registro virtual ser anônimo, ou seja, você não precisa vincular seus dados para ter uma conta, basta criar um login com o nome que preferir e pronto, você pode ter criptomoedas.

Agora que você já entendeu como esse tipo de moeda surgiu e como funcionam, vamos falar como é realizado o investimento em criptomoedas.

Como investir em Criptomoedas?

Existem duas possibilidades de ganhar dinheiro com criptomoedas, realizando a mineração ou comprando e vendendo de acordo com a variação de preço no mercado.

Minerar uma criptomoeda nada mais é do que usar um computador para ajudar no processamento e registro das transações de compra e venda em uma Blockchain. De forma resumida, o minerador ganha como recompensa a cada cota de informação ou criptomoeda processada e registrada. Para isso é necessário ter um computador com elevado capacidade de processamento, o que consome muita energia.

Vale ressaltar que essa atividade não é ilegal e há diversas discussões sobre como rastrear esses valores, principalmente sobre a origem idônea que não podem ser rastreados. Porém, quando feita em larga escala, como é o caso das fazendas de mineração que ocupam espaços enormes e usam muitos recursos naturais, pode promover grandes impactos no meio ambiente.

Já o investimento na compra e venda de criptomoedas funciona de forma semelhante ao câmbio de outras moedas, como Real, Dólar e Euro. Existem diversas criptomoedas atualmente como Ethereum, Litecoin, Ripple e Binance Coin. A grande diferença entre elas é que, como dito acima, as moedas convencionais variam de acordo com diferentes fatores, como cenário político e econômico de seus países país, por exemplo.

Já as criptomoedas possuem variação pautada exclusivamente pela oferta e procura. Ou seja, se existe muita moeda no mercado e baixa procura, o valor da moeda cai, agora se a procura aumenta a oferta diminui, o valor sobe.

Percebeu como, diferente das outras formas de investimento em renda variável, é difícil estudar e entender como será o rendimento desse tipo de investimento? Por isso podemos considerar que, assim como o ganho, o risco é extremante elevado. Cuidado!

E aí, entendeu um pouco mais como funciona os investimentos em renda variável? Fique ligado aqui no DigioBlog e não perca nenhum conteúdo sobre o assunto.


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