Crédito consignado mais caro: como a alta dos juros afeta o trabalhador e o que fazer
Um novo levantamento do Procon-SP, divulgado com base em dados coletados em 10 de junho de 2025, revela que as taxas médias de juros do crédito consignado continuam subindo em diversas modalidades.
Para pensionistas e aposentados do INSS, a taxa subiu cerca de 0,19 ponto percentual em relação a junho de 2024, enquanto os servidores públicos estaduais tiveram alta de 0,10 p.p. Já nas contratações de empregados do setor privado, a taxa média caiu 0,29 p.p. no período de um ano para contratos de 12 meses.
O que diz a pesquisa do Procon-SP?
A nova edição da pesquisa do Procon‑SP, referente a 10 de junho de 2025, envolveu a análise de seis instituições financeiras que operam no Estado de São Paulo. A pesquisa teve como foco os empréstimos consignados concedidos nos prazos de 12 e 48 meses, distribuídos entre grupos distintos de tomadores: servidores públicos estaduais, aposentados e pensionistas do INSS, e trabalhadores do setor privado (CLT).
A modalidade Crédito ao Trabalhador foi incluída nesta edição e apresentou a maior variação de taxas: entre 2,90% e 5,92% ao mês em contratos de 12 meses – uma diferença de 3,02 p.p. entre as ofertas.
Por que os juros do consignado estão subindo?
A manutenção da taxa Selic em níveis elevados, atualmente em 15% ao ano, é o principal fator por trás da elevação dos juros cobrados nas linhas de crédito consignado. Quando a Selic sobe, os bancos têm custo maior para captar recursos e, consequentemente, repõem esse acréscimo no bolso do consumidor, elevando as taxas efetivas do empréstimo.
Além do impacto direto da política monetária, o risco de inadimplência dos tomadores exerce forte pressão sobre os valores cobrados. Quanto maior a probabilidade de não pagamento, mais os bancos ajustam suas margens e tarifas para compensar eventuais perdas — e isso resulta em taxas mais altas cobradas do trabalhador.
Como isso afeta o bolso do trabalhador?
Para trabalhadores do setor privado ou aposentados que buscam crédito, o impacto direto se dá no valor das parcelas que comprometem o orçamento. Mesmo em contratos de prazo mais curto (12 meses), os juros elevados significam mais despesas mensais e menor margem para despesas essenciais ou imprevistos.
Alternativas mais vantajosas: Crédito do Trabalhador Digio
Nesse cenário de juros mais altos no consignado tradicional, o Crédito do Trabalhador do Digio surge como uma alternativa mais eficiente e acessível:
- Taxas competitivas: com condições contratuais transparentes e sem letras miúdas.
- Contratação 100% digital: sem burocracia, com solução rápida pelo aplicativo.
- Condições projetadas para o trabalhador: com foco na preservação do orçamento no curto e médio prazo.
Esses atributos tornam a opção atraente para quem precisa de crédito com segurança, sem comprometer demais a renda.
Conclusão: tomando crédito com consciência e segurança
Diante da alta dos juros no crédito consignado, é fundamental que o trabalhador:
- Pesquise ofertas: considerando as mesmas condições (prazo, valor e perfil do tomador).
- Compare alternativas: como o Crédito do Trabalhador Digio, que pode oferecer taxas mais acessíveis e flexibilidade digital.
- Avalie o impacto real do crédito no orçamento: garanta que as parcelas caibam na renda e não comprometam necessidades essenciais.
Ao escolher seu crédito de forma consciente, é possível garantir que ele seja uma ferramenta útil para aliviar sua situação financeira, e não um peso a médio prazo.