Conta de luz deve subir acima da inflação: entenda os impactos no orçamento doméstico!
Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a conta de luz dos brasileiros deve registrar um reajuste médio de 6,3% em 2025, superando a inflação projetada para o ano (em torno de 5,05%).
Esse aumento expressivo reflete principalmente o novo orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que teve um acréscimo de R$ 8,6 bilhões, totalizando R$ 49,2 bilhões. Desse total, R$ 46,8 bilhões serão repassados aos consumidores.
Esse impacto surge em um cenário de bandeiras tarifárias elevadas e pressão sobre o orçamento familiar.
Por que a conta de luz vai subir acima da inflação?
A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) é um fundo que subsidia políticas públicas, energia renovável, irrigação em áreas agrícolas e programas sociais. Em 2025, o orçamento aprovado superou largamente a estimativa inicial. Sendo assim, esse montante extra será diluído nas contas dos consumidores.
Além disso, fatores como descotização da Eletrobras (que retirou tarifas menores de usinas estatais e subsídios mais baratos), redução nos créditos tributários de PIS/Cofins e a valorização do dólar — que encarece a energia importada de Itaipu — aumentam os custos que acabam sendo repassados nas tarifas.
Quais fatores estão pressionando os custos da energia elétrica?
Atualmente, existem diferentes fatores que acabam elevando o custo da energia elétrica. Dentre eles, os principais são:
- Expansão no orçamento da CDE, cujo repasse será feito direto ao consumidor via tarifas
- Persistência de bandeiras tarifárias altas, com a bandeira vermelha 2 vigente até novembro, adicionando cerca de R$ 9,79 por 100 kWh consumidos. A expectativa é que a bandeira verde (mais barata) retorne apenas em dezembro, com a recuperação dos reservatórios.
- Contexto hidrológico desfavorável, que obriga o uso de usinas termelétricas mais caras.
- Câmbio elevado, que eleva o custo da geração de energia a partir de fontes que dependem de insumos importados.
Como o aumento afeta o orçamento das famílias?
O reajuste acima da inflação pressiona diretamente o orçamento doméstico, especialmente das famílias de baixa renda que já arcam com a alta dos preços de alimentos, transporte e serviços.
Com isso, o custo adicional na conta de luz reduz ainda mais a capacidade de pagamento para outras necessidades básicas, como alimentação, educação e saúde.
Apesar da previsão de retorno da bandeira verde em dezembro, a pressão financeira permanece ao longo dos próximos meses, tornando esse período crítico para muitos consumidores.
Dicas para economizar energia e reduzir o impacto no bolso
Mesmo diante do aumento, existem algumas ações simples que podem ajudar a aliviar os impactos:
- Aproveite a luz natural ao máximo e prefira lâmpadas eficientes (LEDs) ou com selo Procel.
- Desligue equipamentos da tomada em vez de deixá-los em stand-by.
- Use chuveiro elétrico com parcimônia. Reduzir o tempo de banho em 1 minuto pode reduzir significativamente o valor total da conta.
- Aproveite o ar-condicionado com moderação. Além disso, mantenha o filtro sempre limpo e use ventilador em dias mais amenos.
- Evite ligar muitos aparelhos simultaneamente, especialmente em horários de pico (manhã e início da noite).
- Considere adesão à Tarifa Social de Energia Elétrica, especialmente relevante para famílias de baixa renda, inscritas no CadÚnico; ela oferece descontos de até 100% para algumas categorias.
Além disso, o uso coletivo de ações — como compra compartilhada de energia solar — pode trazer economia significativa em longo prazo.