O que é endividamento e quais seus impactos na vida financeira?

O que é endividamento e quais seus impactos na vida financeira?

Que atire a primeira pedra quem nunca deu uma desequilibrada no orçamento mensal e ficou no vermelho. Muitos brasileiros, já enfrentaram dificuldades em organizar as finanças pessoais em algum momento da vida. Pode até dar um pouquinho de trabalho anotar as inúmeras despesas do dia a dia, sem perder de vista o controle dos ganhos, rendimentos, compras parceladas e dos gastos não planejados. Porém, evita um trabalho maior que é tentar limpar um tsunami de dívidas.

Se houver controle do seu orçamento, estar endividado pode não ser uma situação tão negativa, isso é: você pode acabar com essa situação, sabendo o quanto pode usar do seu orçamento para pagar suas constas atuais e acabar com aquelas dividas em aberto que fez no passado.

Sabemos que não quitar as dívidas, pode ser um problema além do financeiro, mas também ao psicológico afetando relações pessoais, causando brigas familiares por conta de dinheiro, e – em alguns casos mais severos – insônia e até mesmo estados depressivos.

Afinal, o que é endividamento?

O endividamento financeiro, significa ter parcelas de compras ou de crédito a vencer.
Um novo micro-ondas que será pago no carnê, aquela viagem de férias que foi dividida no cartão de crédito e uma compra de um móvel novo pelo cheque pré-datado, são exemplos de endividamentos mais comuns.

Essa cultura de ficar com vários gastos em cartões e carnês é tão comum que, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), 66,3% dos brasileiros terminaram 2020 endividados, e isso representou uma alta de 0,3 ponto percentual com relação a novembro do mesmo ano.

Com tantos endividamentos assim, como não ficar inadimplente?

Mas o que é inadimplência?

A inadimplência financeira, significa não cumprir com o pagamento de uma dívida feita até a sua data de vencimento. Como exemplo: não pagar uma parcela daquele vídeo game novinho e gerar encargos e multas por conta desse atraso – ou em situações mais graves com meses de atraso, possíveis restrições de CPF. Por isso, você entende que ter dívidas não é ruim, mas sim a falta de controle dessas dívidas e pagamentos é que pode ser um problema.

Em janeiro de 2021, o número de inadimplentes no Brasil, ou seja, o total de famílias com dívidas ou contas em atraso, foi de 24,8%. Esse índice teve uma pequena queda com relação ao mês de dezembro que teve 25,2%, mas, ainda assim, isso significa que uma boa parcela da população brasileira, irá pagar suas contas e demais obrigações financeiras com juros, multas e outras taxas por não terem realizado o pagamento na data de vencimento.

Um dos problemas de começar a não pagar várias contas, é o efeito bola de neve. Normalmente, as principais dívidas não pagas no momento de vencimento, possuem altas taxas de juros que vão se somando e aumentando todo mês. Isso é muito comum nos cartões de crédito, com os famosos juros rotativos.

Para se organizar melhor e manter as contas em dia, é essencial que você tenha atenção aos prazos de pagamentos: anotando as próximas datas de contas no seu celular, colocando avisos num papel na sua geladeira ou até guardando os boletos em lugares visíveis para não esquecer a data de pagamento. Assim, você vai ter sempre em vista o que tem ou não para pagar naquele mês, diminuindo as chances de entrar no vermelho.

Ser um bom pagador aumenta as suas chances de aumentar seu score e, consequentemente, ter aprovação para ter cartão de crédito, empréstimo e até financiamento. Não pagar suas dívidas, poderá levar seu nome a ser inscrito em um ou mais cadastros de restrição de crédito, como Serasa ou Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

Os principais vilões que geram endividamento e possíveis inadimplências:

• Não saber o seu orçamento;
• Esquecer de considerar os parcelamentos do cartão de crédito com juros rotativos;
• Gastos superando o quanto você ganha para poder pagar suas contas;
• Despesas não previstas, como manutenção de carro e um reparo emergencial em casa;
• Redução de renda sem redução de despesas;
• Não estudar educação financeira.

Dicas para ter menos impactos na sua vida financeira por meio de dívidas:

• Pesquise preços;
• Troque a marca de produtos que costuma comprar por outras mais baratas;
• Busque descontos nos produtos (você sabia que com o Digio você pode ter dinheiro de volta em algumas compras com o DigioCashback e mais descontos em compras com lojas parceiras pelo Descontinho?);
• Identifique os estabelecimentos com os melhores preços, ainda que seja em um local mais distante;
• Economize o dinheiro que sobrar para poder começar a pensar em ter rendimentos;
• Reduza as despesas de gastos no supermercado, celular, TV por assinatura;
• Procure deixar sua vida financeira em dia;
• Se já estiver excessivamente endividado, não fique parado. Quanto mais tempo, pior a dívida irá ficar, em razão dos juros e multas.

Negocie! Procure por onde seus gastos podem diminuir. Lembre-se de eliminar por completo os desperdícios, reduzir o que não for essencial para a sua rotina pode otimizar seu orçamento. Tenha calma! Para tudo há solução.

O seu nome é a sua garantia. E é possível chegar a um acordo que seja bom tanto para o credor, quanto para a sua saúde financeira, fazendo com que a dívida pare de crescer.

Com esse respiro das altas taxas de juros, você poderá reorganizar a sua vida financeira, arcar com o pagamento e, por fim, quitar todo o débito para sair do vermelho 😉